9 de fevereiro de 2014

Metal Gear Solid


Olá amiguinhos, eu sou o Patati e...

Ops, personagem errado!

"CHANGE DRAGON".

Pronto, agora virei o Power Ranger japonês que todo mundo odeia por ter um gosto diferenciado em termos de jogos de Super Nintendo.

Não entendeu absolutamente nada? Leia os comentários desse meu post antigo que até hoje dá o que falar e vai entender.

Esse começo também conhecido como "introdução sem sentido pra fazer merchan de post antigo" é uma coisa à párte, ignore-o. Ok?

Agora sim, vamos começar direito!

Vou contar uma história pra vocês, baseada em fatos reais que aconteceram realmente de verdade e com fatos.

Meu deus, quanta redundância.

Mas como diria Squall em toda sua mesquinharia:


De qualquer modo, o que tenho pra dizer é que Metal Gear Solid por ANOS foi ignorado por mim.

Muitos anos!

Eu realmente não tinha tanto contato com gente que jogava, e quem jogava me fazia o favor de não falar muita coisa sobre o game de forma que pudesse despertar interesse, quando somente olhamos pras fotos, pros personagens e capas do jogo só conseguimos (infelizmente) ver um jogo que tem uma temática de espionagem e nada além.

Ao menos pra mim. Não sei pra vocês!

A "cobra" preparando o bote... Se é que me enrtende...

Eu não sou lá o maior apreciador de jogos de Stealth, nunca curti a esmagadora maioria e acho Splinter Cell uma coisa super tediosa e sem dúvidas uma das melhores terapias pra insônia que existe.

Quando comprei o PS2 do meu amigo, o Metal Gear Solid 3: Snake Eater veio com ele, e eu sinceramente não sabia jogar, a falta de inglês e de interesse em jogos desse ramo foram realmente os motivos maiores desse jogo ter pegado um nível de poeira em minha pasta que seria necessário um pouco de ácido pra limpa-la.

Mas depois de um tempo, meus amigos começaram a perguntar se eu gostava da série e eu respondia que não, que não tinha graça pra mim e que sempre seria um jogo seco apesar de muito bem feito.

Até que me falaram:

"Seco onde, ta doido? Nunca viu os elementos de fantasia? Os chefes? O background?"

E eu:

"Não uai, nem sabia que tinha isso."

E assim eu comecei a dura jornada de jogar Metal Gear Solid, mas não sabia por onde começar e eu resolvi ir pelo primeiro.

Ação no ponto certo sem cansar e se tornar repetitivo.

Primeiro? Bom... O primeiro de grande nome, assim digamos. Porque o jogo já tinha dois jogos Metal Ger pro console japonês MSX.

E no caso, esse é o terceiro jogo e primeiro da franquia com nome "Solid".

Mas foda-se. Chega de tudo isso e vamo que vamo!

Diferente do que a maioria das pessoas que joga esse tipo de jogo, eu não o joguei pelo gameplay.

Que apesar de muito bom e terrivelmente difícil de se dominar quando se é um SUPER NOOB DO CARALHO como eu fui (e ainda sou, só que menos), nos remete à um nível de diversão muito grande mesmo que fosse somente jogado pela sua incrível jogabilidade.

Provavelmente muitos não concordarão comigo, mas pra mim ao menos, a grande sacada, a grande graça de Metal Gear Solid é a imersão, a profundidade, o enredo maravilhoso e super bem construído e tudo isso com um personagem principal super badass.

Sério, Solid Snake consegue ser mais badass que muito Kratos e Dante por aí.

O mata-leão é sem dúvidas o movimento mais difícil de se dominar e executar no jogo.

Ele é o tipo de cara que se confrontasse com Drácula em Castlevania, passaria o CASTELO INTEIRO sem ser visto, e na hora da luta com o dono do lugar, enrolaria uma granada na Vampire Killer, jogaria ela desenrolando o chicote de forma que ela acertaria a boca de Drácula e explodiria, e pela explosão, abriria um buraco no teto fazendo o vampirão sofrer de dor, a luz entrar e mata-lo no instante certo.

É como se a luta final com ele fosse um CG e não mesmo uma luta ou botton smasher de QTE.

Snake é sem dúvida dos mais badass dos personagens principais que eu já vi. Mas de toda forma.

O enredo da série Metal Gear é algo digamos... genérico à princípio.

"Juninho, como me diz que é maravilhoso e depois genérico?"

Calma, eu já chego lá!

Acredite em mim, jogar na base da espionagem é muito mais fácil. Use e abuse de todos os recursos pra isso.

Vamos combinar que organizações militares brigando pra desativar uma bomba nuclear de escala dinossaurica não é lá a ideia mais original do mundo.

Porém, o modo que Metal Gear Solid explorou isso realmente se tornou genial, fazendo assim o enredo ficar maravilhoso!

Tudo começou depois dos eventos de Metal Gear 2 do MSX, seis anos exatamente. Big Boss foi morto, e uma organização briga pelos restos mortais de Big Boss enquanto você, no controle de Solid Snake tem que ir atrás do lugar e desativar tudo, porque eles usam essa arma nuclear como forma de obrigar o governo a entregar à eles o que tanto querem.

O que escrevi acima é o máximo que posso contar sem dar spoilers relativamente grandes pra interferir na experiência do jogo, a grande sacada é como eles exploram isso, o desenvolvimento do jogo é grandiosidade tremenda, é simplesmente sensacional.

Psycho Mantis tem uma das batalhas de chefes mais criativas que já vi na vida.

O mais estranho é que os chefes, todos eles, trabalham pro cara que é lider de tudo, e ainda por cima recebem pra isso mas não fazem pelo dinheiro, todos tem suas profundidades e motivações muito particulares, e isso torna esses personagens super únicos, de forma que você se apega à todos eles, caso entendido o seu motivo.

Claro que você pode discordar, não é necessariamente uma "regra" isso, mas eu me apego facilmente à um personagem que independente do que faz, apresenta um motivo muito plausível pra isso, e não me diga que os chefes são simplesmente sem motivos ou profundidade e parte do gameplay senão pensarei nas mais diversas formas de disparar uma ogiva nuclear na sua casa, infiel.

O mais interessante é a forma dos confrontos, acredite em mim, é uma surpresa atrás da outra. Os chefes desse jogo são todos muito únicos, eu realmente gostei de TODOS eles.

Outra coisa muito bacana no jogo são os diálogos, sempre sempre fodas! Saber inglês vai te ajudar e muito à aproveitar o game, e não tem desculpa pra não joga-lo prestando atenção nas conversas porque esse jogo tem versão pra PC e PROVAVELMENTE tem algum patch pra deixa-lo o jogo em PT-BR. Mesmo que não muito bem traduzido mas que seja o suficiente pra você entender a ideia.


Plot Twist é o que você mais vai ver durante o game, o tempo todo você pensa uma coisa, e do  nada tem outra, e outra, e outra, e MAIS OUTRA. É impressionante como mesmo os personagens que você só fala no rádio tem muita profundidade e você sempre acaba mudando o que pensa deles com o decorrer do jogo.

Interessante como jogos assim tem muito enredo, consistente, convincente, personagens maduros e profundos e nos fazem imergir no game de forma assombrosa, e mais assustador ainda é ver que jogos como MGS são a grande prova que jogos genéricos atuais de ação e de pouco tempo atrás não tinham desculpa pra não ter bons enredos... Incrível como MGS tem mais profundidade e enredo que Final Fantasy VIII por exemplo, que tenta ser profundo e acaba sendo só idiota.

Você é um agente infiltrado, não deixe as câmeras de segurança de pegarem!

Jogadores de RPG se sentirão familiarizados, em diversas partes desse game é necessario voltar e pegar um item que antes você não tinha acesso, seja pra abrir uma porta ou enfrentar um chefe.

Um absurdo ponto positivo são as músicas do game, minha nossa, como são boas!

Incrível como todas são marcantes e funcionam com cada ambiente, é até complicado descrever porque as músicas encaixam muito bem! Já tinha tempos que eu não via músicas funcionando tão bem com seus respectivos ambientes de forma que eu seria capaz de me imaginar lá e com essas músicas tocando! A última vez que vi isso foi em The Last of Us no PS3.

Hideo Kojima, produtor do game, e quem escreve tudo sobre os enredos e etc, simplesmente a mente por trás da franquia, é diretor de cinema e ele usa isso em todos os jogos dessa série (nos outros eu não sei), e sinceramente, fiquei boquiaberto com a forma que os personagens interagem entre si, as conversas, os diálogos e principalmente com as cutscenes. Sinceramente, quando eu vi essa cutscene aqui, achei o máximo pra época que foi feito e simplesmente pela movimentação de Snake na neve.


Vocês não podem imaginar minha reação ao ver isso, é simples mas muito bem feita, Snake desliza na neve de forma absolutamente convincente, poucos jogos daquela época tinham isso. Poucos MESMO!

Fechando com chave de ouro, temos um vilão interessante, apesar de que na minha humilde opinião Liquid Snake acaba tendo um pouco do "vilão birrento" mas lembrem-se que estou usando como base somente o primeiro jogo e não joguei os outros pra saber se tem algo além do que foi apresentado aqui.

De acordo com esse jogo, apesar de ter profundidade, razões e etc, ele ainda carrega pouco da inveja de sempre que 99,9999999% dos vilões carregam consigo. Mas ele tem carisma e isso conta muito, ô se conta.

E bom, finais de jogos nem sempre agrada, ainda mais quando o jogo é toda uma aventura, que tem mais profundidade e desenvoltura como é o caso desse game.

Thermal Goggles ajudando a enxergar os sensores à laser, mas você também pode usar o cigarro...

Mas por sorte, um evento durante o jogo nos faz ter uma dura escolha, e cada uma das duas possibilidades gera um final. Um deles sobre o amor, porém contado de forma inteligente e adulta e o outro sobre viver, sobre deixar o que ficou pra trás no passado e seguir em frente.

O final verdadeiro, dá gancho pro próximo game, enquanto o final alternativo apesar de muito bem conclusivo tem menos conteúdo e não tem esse gancho, eu honestamente não vejo problemas nos dois porque apesar disso foram muito bem construídos.

E o jogo deu tão mas tão certo...

Que ainda fizeram um remake do game pro GameCube chamado Metal Gear Solid: The Twin Snakes e eu andei vendo no YouTube e pesquisei, porque infelizmente não tenho placa de vídeo pra emular o jogo e muito menos um Nintendo Wii ou GameCube pra joga-lo. Mas o que posso dizer é que ele tem outra pegada, isso é notável!

Enquanto a versão do PS1 foca mais no enredo, na boa atuação da dublagem e tudo mais, e tudo isso com elementos cinematográficos, a versão do GameCube tem mais gameplay, mais recursos e acabou focando demais na parte das Cutscenes transformando elas em lindas cenas em CG's e não sei se foi de propósito mas acabou perdendo parte do drama em determinadas partes.


Sejamos francos, quem jogou as duas versões tem mais que admitir que a parte da Meryl possuída por Psycho Mantis é muito melhor no Gamecube mas em contrapartida a morte da Sniper Wolf que é MUITO dramática e triste no PS1 ficou totalmente sem sal no Gamecube...

Mas por sorte, essa versão não parece nada ruim, apenas diferente. E algum dia eu irei falar dela por aqui, seja com auxílio de emulador ou um Nintendo Wii que possa ter "caído do caminhão", afinal de contas não vou falar que eu roubei ele né...

Com tudo isso, eu não tenho outras palavras a não ser jogue! Jogue muito, mas não foque no gameplay de espionagem somente, abrace o jogo e absorva cada ponta de seu excelente enredo, que como eu disse tem uma ideia genérica transformada em obra de arte.

Essa franquia é a maior prova que jogos de ação e espionagem (ou ambos juntos, como é o caso desse) não tem desculpas pra ter os enredos medíocres que normalmente tem. Todos poderiam ter boas ideias e bem exploradas e nem duvido que mutias tenham, 

Jogos assim, são a mais pura e bela forma de arte nos videogames, nos fazendo mergulhar numa verdadeira experiência.

Enjoy!

2 comentários:

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

"Seco onde, ta doido? Nunca viu os elementos de fantasia? Os chefes? O background?"

sobre a explicação sobre as habilidades dos chefes, cara, aposto que os americanos já inventaram coisas do tipo. mas a do Psycho Mantis num dá. é poderes de paranormal mesmo.

"O enredo da série Metal Gear é algo digamos... genérico à princípio.

Juninho, como me diz que é maravilhoso e depois genérico?"

é como falaram uma vez: a história pode ser bem comum, mas a forma como a história é contada..aí que difere...eu penso assim.

"É como se a luta final com ele fosse um CG e não mesmo uma luta ou botton smasher de QTE."

GRAÇAS A DEUS!!! ninguém merece jogo de QTE.

Kratos,vá se #$$$%%$#%!!! você e o cavalo que o trouxe!!!

e dos MGS, tenho carinho por esse. por ter zerado umas 4 ou 5 vezes, e dos chefes, gosto mais do Vulcan Raven. pois ele falou uma fase simples que nunca esqueci:

"Snakes Dont Belong in Alaska!"

não sei explicar, mas achei essa frase genial....é.....pois é.

Juninho! disse...

Cara, a explicação do Psycho Mantis é ter poderes psíquicos desde que era jovem, mas o UNIVERSO de Metal Gear já "permite" isso, porque o Revolver Ocelot faz balas recochetearem e ninguém fala nada... Porém, é como eu disse, a profundidade dele fica por conta do enredo, o lance do pai dele e etc...

E sim, uma história genérica bem contada pode ser algumas vezes melhor que muita coisa criativa e sem sal. Não basta ser criativo, tem que ser bom, e MGS pega a ideia genérica e faz ela parecer obra prima. Brilhante isso! Na boa!

Sobre God of War e Kratos, eu discordo, jogos de QTE podem ser muito bons, e GOW só é um dos melhores Hack'n'Slash da atualidade porque os jogos são "no limite". O jogo não tem muito enredo, o universo de mitologia grega é um charme à parte e os jogos tem no máximo 10 horas, e pra um jogo assim é digamos o limite, o máximo que ele pode chegar. God of War não é coisa de sair jogando em sequência, é algo que você joga um, depois o outro, sem compromisso. Essa é a ideia do jogo.

E essa frase do Vulcan Raven é bem óbvia... Nada além, gosto mais das frases do Revolver, Liquid, Sniper e Mantis.