30 de março de 2014

Vanquish


Vanquish é um jogo que infelizmente nunca terá o merecido destaque. E eu te digo a razão disso!

A falta de um nome, de um grande nome!

Empresas sempre tem seus fãs fieis de cada gênero e infelizmente muita gente que gosta de jogos de ação passam despercebidos por esse game fantástico e a razão é simples, um jogo feito pela Platinum Games com Shinji Mikami (produtor de games que se consagrou em Resident Evil 4) e mesmo com duas coisas tão fortes unidas...

...ainda não foi o suficiente pra impactar a indústria dos games!

Seguinte, acontece é que Vanquish não é portador de um nome grande, quem sabe um nome como Max Payne, Call of Duty, Battlefield, Uncharted e etc seriam o suficiente pra fazer esse jogo alavancar como nunca?

Antes de me matarem falando que comprar essas franquias com Vanquish é algo inútil, vou explicar tudo que quero defender.

Acontece, que esse jogo é um dos games que a gente já ouviu falar, ou viu na loja pra comprar/alugar e nunca deu a menor bola, sem sequer imaginar como seria. Acontece muito, não é algo tão raro que ninguém no mundo dos games nunca tenha vivido.


Isso já deve ter acontecido com você de alguma forma, com alguma franquia ou jogo... Se quiser relatar sobre isso nos comentários, fique à vontade.

Mas o lance é que eu mesmo vi e tipo, vi a capa e não deduzi nada, nem imaginei como seria, tampouco procurei saber sobre sua premissa e simplesmente passou batido dos meus olhos.

Certo dia, eu comprando numa loja online, recebo o email que um dos meus jogos comprados no pedido não tinha na loja, e eu xinguei eles muito no Twitter mas eu tinha que trocar a merda do jogo, e lembrei da indicação de 3 amigos sobre um jogo futurista, com um cara de armadura high tech e entupido de ação frenética que era muito foda e etc...

Esse jogo era Vanquish. Eu já tinha visto, ouvido falar e nem dei a mínima, a galera falou e eu não fiz por maldade mas acabei ignorando, mas pelo preço que tava, comprei assim mesmo.

Chegou, abri, fiquei curioso e logo comecei a jogar.

Céus, como o gameplay do jogo é simples e prático, totalmente fluído e absolutamente funcional, eu fiquei grudado na tela da TV por horas, isso depois de sair do menu.

Não, o Menu não é complicado, mas a música que toca nele é simplesmente extraordinária e muito cativante.

Vão ouvindo ela enquanto leem a postagem *interatividade sempre*


Deu pra sentir o nível de fodeza da OST?

Essa é somente uma de milhares de músicas foda, cada chefe tem sua própria música, cada "pedaço" do jogo tem suas músicas temas, desde partes de sniper e invasão que tem músicas mais calmas e misteriosas até partes com mais e mais ação, onde o ritmo da música empolga freneticamente e com muita facilidade.

Quanto tempo eu não ouvia uma OST que permitia tamanha imersão como a desse jogo, é simplesmente foda demais, incrível como as músicas carregam toda uma identidade do jogo, você pode até sim ouvir músicas parecidas mas vai saber quando for de Vanquish ou não, mesmo após terminar sua curta campanha.

Eis um problema, a duração da campanha. Mas no final de tudo, acaba sendo vantagem.

O jogo tem uma campanha curta, coisa de no máximo 7 horas se você for muito ruim, como eu sou "quase ruim" eu gastei só 6 e pouca, sendo que o normal é 5.

Por que eu indicaria um jogo com 5 horas de campanha?

Eu lhes digo, porque a campanha é simplesmente FODA! O fator replay dela é muito alto apesar dela ser curta. E por vários motivos.

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Primeiro, ela é divertida, o jogo é bem simples e direto ao ponto, é ação com mais ação de forma criativa e bem dinâmica.

Segundo, o enredo é simples, até mesmo bobo, até chegados os momentos finais. Chega a ser parcialmente previsível, mas no final o jogo surpreende. Claro que não é um marco dos games, ou mesmo algo de cair o queixo como o final de The Last of Us. Nada disso! É um final simples e direto, porém bem ousado e criativo, diferente dos padrões de jogos de ação onde temos uma nação americana vencendo porque sim e pronto.

Aqui não é bem assim, o jogo começa com a presidente dos Estados Unidos enviando Sam e Burns ao lado de uma tropa pra estação espacial que é usada como fonte de energia, a mesma que por ordem dos russos disparou contra San Francisco e simplesmente dizimou toda a cidade.

O próximo alvo é simplesmente New York, ela não pode deixar e envia Burns como membro do exército e renomado soldado exemplar com seu batalhão e o personagem jogável, Sam, como membro da DARPA, uma organização que funciona separada do exército mas exerce mais ou menos as mesmas funções em termos de missões.

A grande sacada, é que a DARPA é uma empresa/organização ultra, mas ULTRA HIGH TECH!

Sam, o cara tem um carisma inacreditavelmente alto

Sam é o cara que usa a grande armadura, algo próximo da armadura de Isaac Clarck em Dead Space, porém com a mesma agilidade de um ninja e uma precisão na hora de atirar digna de Revolver Ocelot de Metal Gear.

Falando em Metal Gear, o jogo tem algumas coisas que lembram BASTANTE MESMO a série, algo digno de uma homenagem e não um mero plágio!

Por exemplo, as conversas pelo visor de Sam, aparecem como o velho rádio de MGS1 no canto da tela, com o rosto do personagem e até mesmo o fundo verde... Mas não pensem que isso é a única coisa.

Robôs gigantes que disparam raios gigantescamente gigantes (os Metal Gear), a dublagem de Sam lembra MUITO Solid Snake com a diferença que Sam é mais bobo, enquanto Snake é um cara mais frio e sério.

Fumar, um dos hobbies favoritos de Snake... Não, pera.

Mas sem dúvidas, a maior e mais marcante característica em comum de ambos é seu vício: os cigarros!

Cada vez que uma situação de escala grande é resolvida, Sam pega um cigarro sabe-se lá de onde (quando jogarem vão entender), um esqueiro sabe-se lá de onde também e o cara dá uma fumada pra relaxar, ainda diz o quanto ele gosta disso.

Até isso os dois carregam em sua personalidade de forma parecida, afinal, quem jogou o primeiro Metal Gear Solid sabe como Snake é um tanto viciado em cigarros e a forma absurda que ele os carrega pra sua missão no começo do game. Se é uma referência ou coinscidência eu não sei. Mas eu gostei.

E não, eu não fumo.

Agora falando do gameplay, caralho! Sério, o gameplay do jogo é de alucinar mesmo. Sem exageros.

Cada botão tem comandos e recursos simples e totalmente específicos, e isso não torna o jogo menos complexo, apesar de uma pequena variedade de armas o jogo te faz usar todas porque são todas ABSURDAMENTE diferentes, mas não só o uso delas, como as estratégias em determinados inimigos com ela, sem contar que a armadura tem um botão que permite ataques físicos, e esse ataque vai depender da arma que você tiver, por causa do seu manuseio e peso. Isso é bem bacana, ver tais diferenças aplicadas de forma coerente e totalmente lógicas.

Robôs grandes e gigantes são boa parte daquilo que deve ser eliminado. Piedade é pros fracos!

Além do sistema muito parecido com o Bullet Time do Max Payne, a diferença é que é bem menos de graça, isso gasta a "barra de energia" da armadura, fazendo com que ela aqueça demais e seja necessário passar um tempo escondido pra ela se resfriar e voltar ao funcionamento normal.

É a primeira vez que eu vejo esse sistema de "regeneração" que os jogos de ação no geral costumam ter fazer sentido, afinal de contas, Sam é um cara normal, um tiro bem dado com a energia da armadura gasta, é mais do que suficiente pra te deixar mais perto do Limbo.

Você depende da armadura, é mais do que notável, esperar ela voltar ao normal é uma tarefa que vai exigir paciência e testar seus limites.

Aqui, é deixado bem claro, é uma guerra no espaço, com armas na maioria das vezes de dano absurdo, sua armadura que tem um sistema regenerativo ao invés do personagem em si recuperar. Mas que coisa, dessa vez realmente faz sentido.


Diferente de Call of Duty ou Battlefield, onde meros soldados ficam com a visão turva e avermelhada só esperando os segundos pra tudo se regenerar milagrosamente sem a menor ajuda de equipamentos médicos ou magia.

É o milagre dos FPS's genéricos. É pra glorificar de pé!

Antes que me pergunte se esse jogo é daqueles de ação tradicional, com batalhas cheias de Quick Time Events por todos os lados. A resposta é NÃO! Mas sim, eles existem, são poucos, não são de graça e vale MUITO à pena fazer porque Sam faz cada coisa que puta que pariu, é muito foda. É dos poucos jogos que eu realmente gostaria que tivessem mais, mas não pra facilidade e sim pelas mirabolâncias mesmo. É fácil notar isso quandose enfrenta o primeiro chefe.

Isso sem falar na riqueza de detalhes de cada cenário, o gráfico do jogo é totalmente esplêndido e eu fico surpreso de não ser citado ao menos entre os melhores da sétima geração. As cutscenes são orgasmáticas de tão bonitas e vivas, o gráfico é totalmente liso e não tem queda alguma de framerate e repetindo, os cenários são absurdamente bem detalhados.

Reparem, os efeitos de luzes, o pouco de água visto, as poucas árvores, e os prédios e tudo mais, é tudo muito rico. Muito bonito MESMO, e outro ponto marcante são os elementos de ação, prédios caindo, hordas de inimigos, fugas e etc. Muita coisa foda se encontra por aqui, é ridiculamente divertido.

Poucos jogos podem fazer um ritmo de ação, sem que canse, sem que se sinta jogando mais do mesmo.

Vanquish é um jogo curto, mas o enredo no final surpreende, mesmo tendo uma atmosfera bem genérica, hoje em dia eu até entendo porque esse jogo não foi tããão bem aceito pelo público americano.

Não vou dar uma de filho da puta contando o motivo, mas boa parte do final do jogo ajuda à realmente entender como o patriotismo americano COM TODA CERTEZA ficou ofendido com esse jogo.

Pular a cerca com essa armadura é fácil, quero ver sem ela...

Sinceramente, Vanquish é um jogo simples e direto ao ponto, com mais ação do que nunca, mostrando que realmente, quando japonês bota a mão na parada, dificilmente um americano faz melhor. Com toda certeza é o jogo com mais ação que eu já joguei na vida, e olha que normalmente esse tipo de jogo é feito por americanos à muuuuuuuuitos anos e sequer chegam perto disso, no máximo chegam quase.

Acho que daqui uns tempos, vou encarar o Spec Ops - The Line. Afinal de contas, ele é dos poucos do gênero de ação em terceira pessoa com boa história, até mais adulta eu diria.

Até que esse dia chegue, eu fico com Vanquish como favorito dos de ação em terceira pessoa, pelo desenrolar do simples enredo e altíssimo nível de diversão. Eu só não zerei ele de novo, porque eu tenho muita coisa pra jogar ainda, mas confesso que a vontade foi e ainda é grande.

Antes que digam que é um clone de Gears of Wars, ele se parece visualmente sim, mas não é uma cópia descarada, e quem me disse isso é um cara que terminou todos da série. O que é um alívio. E só me deu ainda mais vontade de jogar, por sorte, eu to pra conseguir um Xbox 360 destravado em muito breve. Vamos ver como vai ser.

Se possível, compre, se tiver destravado, baixe. Mas jogue! Deem uma chance ao jogo, julgar um livro pela capa é um dos maiores erros da comunidade gamer atual, afinal de contas, a capa não pode contar o conteúdo...

Enjoy!

5 comentários:

Ivanccarvalho disse...

Agora que vc falou eu realmente não vi vanquish ser citado entre os melhores jogos em alguma categoria, BLASFÊMIA !!! o jogo é fodabagaraio !! e não acredito que ele só teve seu destaque no lançamento e foi esquecido depois !! que vacilo.

Sogeking Headbanger disse...

Acho que Vanquish não fez tanto sucesso pelo fato de não ter tido qualquer investimento em publicidade. Eu mesmo só fui saber do jogo quando ele foi lançado. E Vanquish, para mim, é um dos melhores jogos da geração. Impossível zerar só uma vez

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

Vanquish é muito bom mesmo. mas como falaram acima, não houve marketing, portanto poucos se interessaram no jogo

Anônimo disse...

Jogo realmente muito bom, gostei de sua análise.

bruno pereira disse...

sabe o que seria foda, um cross over entre metal gear rising e vanquish, acho os jogos tão parecidos em certos aspectos que se dessem um jeito de unir os universos iria ficar algo foda!