7 de abril de 2014

Final Fantasy VII - O Melhor da Franquia, Porém...


Final Fantasy VII... O lendário Final Fantasy VII!

Faz ANOS que eu quero falar desse jogo mas eu tinha umas coisas que precisava ter mais certeza antes de falar dele.

Primeiro de tudo, esse post vai me servir de teste, pra saber quem REALMENTE lê o blog, vamos ver quem vai entender de verdade minha opinião no final pra me xingar nos comentários ou não!

Mas antes de começar, duas coisas sobre Final Fantasy VII!

A primeira, eu gosto dele, é meu FF favorito de longe, o único que eu posso dizer que gostei MUITO MESMO, eu curti o VI sim, pra caralho inclusive, mas ele é simples demais, apesar de ter uma outra pegada...


O VII não é nada complexo também. Mas eu vou chegar lá.

A segunda é que não aderi à modinha que nasceu de uns anos pra cá em desmerecer esse jogo, ou dizer que o IV, VI ou qualquer outro da série é melhor do que ele. 

Final Fantasy VII de longe é o melhor da série, mas também é um jogo ultra overrated. E provarei o motivo de minhas palavras.

Muita gente confunde meu ódio do VIII e toda aquela tosqueira pelo fato de eu ser fã do VII.

Maaas... Eu não sou fã do VII, eu simplesmente o respeito porque ele é de fato um bom RPG, mesmo que tenha problemas, como qualquer outro!

Acontece, que há MUITO tempo, Final Fantasy, Resident Evil e entre outras grandes franquias vendem pelo nome, somente pelo nome, sendo esses jogos bons ou ruins. Mas diferente de Mario, Resident Evil ou qualquer coisa, o foco deles é gameplay (quer exemplo melhor que Castlevania?!?!!) e não ENREDO!

RPG é ENREDO! Não adianta você me falar que o gameplay é o mais importante, isso até existe e pra isso existem jogos como Toukiden, Monster Hunter e derivados, que são jogos de RPG onde o importante é evoluir e pegar novos equipamentos sem o menor pingo de roteiro, e Final Fantasy NÃO É ISSO!


Final Fantasy tem enredo, o foco dele logicamente é na história, por sorte, a Square, agora SquareEnix, sempre teve uma boa equipe pra montar excelentes gameplays e o povo meio que confunde as coisas.

O grande problema de Final Fantasy é sua fórmula. Mas não a fórmula em si, muitos jogos tem e não ficam chatos, mas em termos de enredo até que fica se não for muito bem usado.

Eu recomendo, que antes de continuar esse post, que leia esse aqui do Dipaula, onde ele retrata os elementos da fórmula.

Os jogos tem sim seus elementos em comum e nem são difíceis de se notar, e com isso acaba que o Final Fanatsy preferido de cada pessoa é justamente o PRIMEIRO que ela joga.

O meu foi o VII e ele é o que eu mais gosto, mas felizmente eu aprendi a separar o carinho que sinto por ele (que não é pequeno) da qualidade dele, que infelizmente não é tão alta assim.

Mas vamos por partes. Certo? Repetindo, se possível, leia o post que eu indiquei antes, vai ajudar muito no entendimento desse.

Gameplay!

O gameplay de Final Fantasy sempre foi um forte da série, desde o começo dos tempos eles sempre reformulavam elementos antigos deixando eles bem melhores ou até MUITO melhores.

Isso foi o ápice da série ao meu ver em Final Fantasy VI, onde duas coisas eram geniais!

Primeiro de tudo, cada personagem era totalmente diferente do outro, assim como no IV, só que com ainda mais identidade, cada personagem tinha uma alma diferente em todos os seus sentidos na hora de jogar.

Limit Breaker, o típico especial com cena dramática que todo bom JRPG merece.

O segundo era o fato de aprender magias equipando os summons, lá se você equipa Ramuh, o Esper de trovão, ele vai te dar Thunder, Thundara e Thundaga (ou seja lá o nome que eles usaram lá, não me lembro mais) e com isso elas ficam pra você depois de aprendidas, basta adquirir AP's com os summons equipados.

É bem legal, funciona muitíssimo bem e aumenta a vida útil do gameplay em si de forma genial. Cada carinha pode ter suas próprias magias ou todas. Você decide!

No VII, o gameplay é seco, e os complementos são à base de matérias, que são parte essencial do jogo, nada nada são habilidades, summons e entre outras coisas armazenadas e tudo isso graças à extração de energia Mako do planeta.

Essas poses pra invocar os summons são sempre legais.

Tudo funciona muito bem, porém, é SUPER cansativo aprender.É um absurdo como do meio do jogo pra frente as matérias demoram duas eternidades e meias pra evoluírem até o Master!

Isso é tão mas tão cansativo que chega a incomodar profundamente. Por sorte você não precisa de tudo no Master pra chegar até o último chefe e detonar ele. Mas se quiser enfrentar os dois desafios extras do jogo, ah meu amigo... você COM CERTEZA vai precisar de no mínimo algumas materias no Master!

Trilha Sonora!

A trilha sonora de Final Fantasy ao meu ver é comum ou ruim.

Comum como nos Final Fantasies III, IV, ou então ruins como X, VIII ou XIII...

Mas a do VII e VI são especialmente boas. Mas não por serem os únicos que eu gostei, calma calma. Abaixem essas foices, machados, tijolos e tortas que são usadas no Passa ou Repassa.

Acontece que as situações de Final Fantasy são situações que teriam em qualquer RPG, certo?

Se você lembra dessa cena, você COM CERTEZA lembra da música que tocou


Fugas,cenas de combate, chefes, últimos chefes e tudo mais funciona tão bem no VII e antes de jogar o VI eu sentia que não era assim em TODOS os outros jogos, como se a OST fosse feita antes do jogo e simplesmente "encaixada". Já no VII e até mesmo hoje em dia eu vejo que no VI também não foram assim, e sim algo mais bem feito, mais de acordo.

Não vou postar link de nada, Final Fantasy é famoso o suficiente pra você ter onde procurar e ver que as cenas de fuga de jogos como Final Fantasy VIII ou X não tem músicas de acordo com as tais cenas pra que nos faça acreditar nelas.

Um exemplo tranquilo além do VII é o IX que tem uma OST muito boa, e as músicas de batalha são boas, dão o clima, a de chefe funciona bem mas ainda assim não incomoda. Basta pegar as músicas do VIII pra ver como são totalmente deslocadas e nem preciso falar da música de batalha do X que é praticamente uma lambada com Sidnel Magal.

https://www.youtube.com/watch?v=dyIw1lVEYdU

Enquanto todo mundo nesse exato momento, canta a música de chefe do Final Fantasy VI e VII com a boca...

E provavelmente lembra da música de chefes, que tocou pela primeira vez nessa luta

Nesse ponto, não posso reclamar desse jogo, apesar que nesse exato momento to jogando o XII que até então tinha sido ignorado por mim, e as músicas do jogo são um dos maiores indutores de coma já criados. Ao menos o enredo é diferente, mas isso é assunto pra outro dia.

Enredo E Seu Desenvolvimento!

Bom, eis aqui o ponto chave de Final Fantasy VII. O seu enredo, ele tem partes dos elementos padrões da série.

Primeiro deles, o protagonista desmemoriado pela segunda vez na franquia, o que não é ruim, porque assim como Terra, eles são coerentes com seus universos, depois vem o IMPÉRIO DO MAAAAAUUUU!

Calma, eu sei que a Shin-ra é uma empresa, mas ela funciona como império.

Meu favorito do grupo... Com um desenvolvimento tão curto, mas que pelo menos é bom...

Mas vejam bem, o fato dela ser uma empresa do mal permitiu a ela abrir um espaço maior do que simplesmente "dominar a força porque sim". Aqui, ela domina pelo capitalismo mesmo, pela extração de energia Mako, que inevitavelmente está matando o planeta, afinal essa Mako é nada menos que Lifestream do planeta convertido como algo semelhante à um combustível.

É aí que entram os personagens do jogo. Todos eles tem uma mesma causa por motivos diferentes. Sejam pra salvar sua cidade, pra evitar a matança do planeta ou confrontos pessoais contra os líderes da Shin-Ra. O que os une além disso é salvar o planeta, que no jogo é um ser vivo. De forma bem literal.

Eu poderia evitar spoiler mas todo mundo já conhece, jogou ou ouviu falar em Final Fantasy VII, então não me venha com a desculpa de eu ter sido um cara babaca que falou parte do enredo.

Seguinte, Cloud, era um soldier da Shin-Ra, ou pelo menos achava que era...

Tais soldados foram modificados em laboratório ficando à base de experimentos e o que mais deu certo foi expor esse soldados à uma certa quantidade de energia Mako. Com isso todos ganhavam olhos azuis e etc... Isso foi desenvolvido em Cloud, de forma que mesmo sendo um soldado padrão que sonhava em ser um soldier, acabou misturando tudo com as lembranças de seu amigo de trabalho e total inspiração, Zack!

Zack, tão mal explorado que até ganhou um jogo próprio. Por sorte, um jogo bom.

Zack era um Soldier classe A, do tipo que todos admiravam e respeitavam e tais eventos como sua morte e outros mais fizeram com que Cloud tivesse uma bagunça em sua cabeça.

Assim como Zack, tinha Sephiroth, que era a elite da Shin-Ra, o soldado mais poderoso de todos e com isso ele também acabou virando experimento nas mãos da empresa maligna. Porém não resistiu e com isso um clone dele foi gerado, esse clone, substituia o original em tudo inclusive lembranças fazendo com que ele nunca soubesse que tinha sido um clone, até o momento que ele descobre isso...

Diferente de Kuja, que quer provar que é um ser vivo e único, mesmo sem ser, Sephiroth sabe de sua condição e a aceita, ele também, sabia que ele não tinha muita coisa de energia Mako exposta em seu corpo e sim células Jenova, tais células deram à ele poderes intermináveis e ele entendeu essa fonte de poder, as células Jenova, como sua mãe e aquela que lhe deu a verdadeira vida.

Depois disso, foi pra onde a Jenova se encontra, em uma parte isolada do planeta do continente gelado e fica lá, com ela, porém já parcialmente fundido ao planeta, de forma que ele mal manda "projeções astrais" ou partes da Jenova com sua mente, ele mal saiu do lugar ao menos durante o decorrer do jogo, porque não é totalmente explicado a quanto tempo ele já tá lá misturando-se lentamente com o lifestream do planeta.

A intenção de Sephiroth era clara, matar os humanos com seus poderes psíquico mesmo que pouco a pouco e isso incluía o nosso grupo, afinal de contas, a mãe dele é um ser alienígena que se alimenta de planetas e ele queria isso pra sua amada mãe, da qual passou a ter um amor quase doentio.

Mesmo sem boca, ele fala bonito.

Ele mataria os humanos deixando o planeta como fonte de alimento SOMENTE de sua mãe, tornando ele assim "mais vivo" por realizar as ambições daquela que o deu a verdadeira (e poderosa) vida. Pra isso até mesmo invoca um cometa do capeta pra colidir com a Terra.

Isso mostra claramente como a história gira em torno de dois personagens centrais, Cloud e Sephiroth, que apesar de muito boa é aí que mora parte do problema.

O grupo em Final Fantasy 8 é totalmente ignorado, somente Squall e Rinoa importam mesmo (tanto é que só os dois aparecem nas animações finais) e aqui é quase isso, a diferença, é que os personagens tem sim, seu desenvolvimento mesmo que em alguns casos muito bons e longos (como Barret ou Yuffie) ou resumidos (como Cid e Red XIII) ou praticamente nulos (Caith Sith e Vincent).

Levando em conta, que com exceção de Cait Sith, eu gosto de todos, mas imagine minha frustração ao jogar depois de adulto e lembrar vendo com meus próprios olhos que o jogo diferente de outros RPG's, dão uma prioridade absurda ao protagonista e antagonista à ponto de não ignorar os seus amigos do grupo mas não dar à eles um devido momento único.

Aeris, uma morte simples e sem muito impacto. Cena mais do que superestimada.

Yuffie ainda tem o seu, assim como Red XIII, Cid, Barret, sejam eles curtos ou longos mas Cait Sith e Vincent praticamente não tem nada. Eles entram pro grupo e pronto! Isso é de fato um problema, apesar de não tão grande como no VIII que ignora o resto do grupo ou X que gira em torno de Tidus, Auron e Yuna e também ignora boa parte do jogo o resto dos membros.

Mostrando que apesar do VII ter o melhor desenvolvimento do personagem principal de toda a série, mas ele só é o melhor porque foca demais nele, e por sorte não esquece os outros mas é como se esquecesse em alguns momentos.

É exatamente por isso que o público geral se divide entre Cloud e Sephiroth, eles são os únicos que tem uma importância gigante na história, os outros até tem, mas é muito menor, como por exemplo Tifa, que é uma das personagens mais icônicas da série e no seu jogo de origem mesmo, ela mal se desenvolve, e ela é totalmente ligada ao Cloud desde criança, não faz sentido ela ter tão pouco desenvolvimento, na verdade ela pela própria lógica do jogo deveria ter ainda mais e ela tem é bem menos.


Não precisa vir aqui falar que o VI é diferente, e que todo mundo é destacado que NÃO! Lá não tem um personagem principal, Kekfa é uma ameaça real, grande e etc, ele é cruel e mal "porque sim" desde o começo (e nem totalmente ruim por isso) e o povo se une, tanto é que Terra, Sabin, Edgar e Cyan tem um excelente desenvolvimento porém Relm, Strago tem um bem breve e os dois extras (Gogo e Umaro) assim como Shadow e Mog tem praticamente zero.

Então... Bora pro próximo ponto!

Visual!

Bom, um motivo de eu citar o visual do jogo... A real é: Final Fantasy antes do VII tinha um visual muito cru, ou viajado demais, prova disso está em IV e VI e nem preciso ir muito longe pra me justificar, e depois do VII eles adotaram o famoso visual da "cara de porcelana" que surgiu na abominação do VIII.

Eu acho que com a geração nova chegando, a Square meio que quis arriscar em tudo, tudo mesmo!

Seja no gameplay, tornando ele mais simples, assim como aconteceu com o IV no Super Nintendo (porque o II de NES era mais elaborado, o sistema de evoluir as características é genial) ou mesmo com personagens mais "secos" e isso ajudou demais.

Os outros tinham um visual muito estranho e não necessariamente ruim em alguns casos, mas em outros piorava muito!

Porra, Square! Qual é o problema desse traço de mangá? Pra que mudar justo isso?!?!

No VII eles tem um visual padrão de mangá, que facilitava a animação de CG's e etc. Tudo isso atinge mais público, mas a realidade é que um visual genérico de mangá é bem melhor que personagens com cara feitas de cera...

O IX nem tanto, por ter uma pegada mais infantil mas todos os jogos da série depois tentaram ser realistas e com essa cara de porcelana, nunca vi problema no visual mais mangá do VII à ponto de isso gerar uma mudança, se perguntar pra muita gente que é fã da própria série, eles vão responder o mesmo, talvez com outras palavras, porque é um JRPG, o povo sabe que é um universo de fantasia, então quanto mais realismo, mesmo que visualmente, atrapalha na quantidade de fantasia dentro do jogo em si.

Um visual genérico pode sim, tirar parte da identidade,mas ajuda no carisma dos personagens, uma vez que isso é um modelo japonês pra animes e mangás e funciona muito bem por aqui, a esmagadora maioria que curte JRPG gosta desse tipo de traço, pra gente ele é mais atraente que uma cara de porcelana. Apesar de genérico como no FF7, ele funciona melhor.

Bom, eu imagino que não seja só por isso, mas acredito fielmente que boa parte da fama do VII acima dos outros seja pelo impacto visual que ele causa.

Olha essa CG com visual de anime, isso sim é foda Square! E não aqueles rostos de porcelana...

Chego a me perguntar, de verdade, se a Square sabia desde então os enredos não seriam totalmente bem construídos e apostou tudo que tinha em gráficos, porque o VIII é lotado de buracos, o IX era pra ser a despedida da série com referências aos clássicos sendo assim um jogo mais "seco".

Tal verdade se aplica aos enredos ridículos do X e X-2, o XII eu ainda to jogando e até curtindo e não posso falar, mas o XIII é outra prova viva de somente gráficos e nada de enredo, e se tratando de um RPG, é totalmente absurdo...

Realmente, o VII foi de longe o mais bem construído, apesar de todos os problemas que ele tem e os fãs mesmo não notam, assim como eu mesmo não notei quando eu joguei pela primeira vez, afinal eu era mais novo, mas como alguns anos fazem realmente bem pra gente....

Conclusão!

Acaba que Final Fantasy VII como eu disse, é tão comum quanto qualquer outro da série, porém muito mais bem usado.

E sim, ele tem problemas, ele não é um jogo perfeito e ainda é isoladamente o melhor de uma franquia, mas ele ao meu ver funciona sozinho mais ou menos como a franquia Resident Evil inteira.

Eu como fã de Resident Evil do 2 em diante, tenho autoridade pra falar, que são jogos comuns, genéricos, e imperfeitos. E o que Resident Evil e Final Fantasy VII tem em comum?

Eu vos digo!

OS PERSONAGENS!

Eles tem um carisma desgraçadamente fora do normal, a gente se apega à eles com uma incrível facilidade.

A história base do VII é a melhor, é ao meu ver tecnicamente indiscutível, pega o tema salvação ambiental e deixa ele bem com a cara de um anime que a gente tá lá jogando...

Um bom enredo com péssimos personagens dificilmente daria certo, assim como bons personagens em um enredo ruim também daria errado. A proposta com um RPG deve ter os dois, e não como Resident Evil (e quase qualquer outro jogo do gênero) onde a atmosfera e enredos são absolutamente clichês e a gente depende dos personagens.

Tais coisas acontecem com jogos como Zelda, Castlevania, Megaman e tantos outros, a gente gosta dos jogos mas o que nos ganha a atenção são os personagens deles ali.

Nem é muito difícil ver buracos como a falta de uma ligação melhor e mais bem construída do Rufus Shin-Ra com o jogo, ele é meio que o primeiro grande vilão e depois perde praticamente toda a pouca importância que tinha.

É legal? Sim! Mas É um problema, é inevitável isso. Eu gosto pra cacete do Rufus e fiquei bem desapontado de não ver uma melhor construção dele de determinado ponto em diante.

Turks... Seu merecido destaque ficou num jogo próprio... Somente no Japão.

Mas por exemplo, depois de anos, se analisarmos a morte de Aeris por exemplo, ela não tem taaaaaanto impacto emocional assim, quem diz que tem provavelmente não viu a morte do Lavitz em The Legend of Dragoon ou de Shinjiro em Persona 3. 

Final Fantasy VII tem exatamente isso, um enredo bom, músicas boas, personagens carismáticos e etc? Sim. Ele tem!

Mas peca no seu desenvolvimento, personagens totalmente ligados ao principal como Tifa ou mesmo Vincent que é secreto deveriam ter uma razão muito maior do que simplesmente estar ali.

E não me venha falar que a Tifa ta ali porque gosta do Cloud que todo mundo sabe disso, mas eu me referia à um motivo maior, mais convincente como a Shana do Legend of Dragoon que tá lá com o Dart mas admite PLENAMENTE que É um peso morto, e que ela se sente mal por isso mas ela não via outra forma de ta ali com o Dart.

Fora os outros eventos dela, mas é disso que eu estou falando. Mas Tifa até mesmo tinha espaço pra ser um casal legal com Cloud sem forçar a barra e nem isso o fizeram.

Sem dúvidas, ela merecia um desenvolvimento melhor.

Francamente FF7 é um jogaço, ele envelheceu muito bem, zerei ele faz pouco tempo e definitivamente ele dificilmente vai perder a graça, ao menos pra mim. Mas já conheci RPG's melhores, enredos melhores e até mesmo personagens melhores. Não vou negar isso pra mim mesmo e fechar minha vista à um passado nostálgico uma vez que dá pra conciliar as duas coisas (razão e emoção de gostar da parada), dentro de vários outros consoles, se você se permitir fugir do mainstream, vai ver que sim, existem ideias melhores.

É uma questão de ver, entender, e aceitar. A menos que você tenha jogado TODOS os jogos de RPG e ainda assim prefira Final Fantasy VII por questões de gosto, mas que entenda que ele não é perfeito, assim como meu RPG favorito (Persona 2) também não é. Até porque, difícil ao extremo ter um jogo perfeito, o que acontece é o endeusamento por parte dos próprios fãs que muitas vezes exageram demais pra imagem de um jogo, seja ela positiva ou negativa...

E só pra concluir, Final Fantasy VII tem também um dos PIORES finais de um JRPG, afinal de contas, uma aventura deve ter começo, meio e fim. O fim não foi conclusivo em NENHUM aspecto, e graças a isso, gerou um jogo meia boca (Dirge of Cerberus) e meramente jogável e um filme que é legal pelas porradas e tem uma história bem "ok" e totalmente indigna de ser uma continuidade da série.

Uhul, salvamos o planeta e... O que acontece depois mesmo? Ah sim. NÃO FOI EXPLICADO!

Final Fantasy VII tem um decorrer muito mas muito bom mesmo e um final PÉSSIMO! Que muitas pessoas com toda certeza reclamariam se fosse em outro RPG, mas não reclamam desse porque é mainstream, porque é famoso e porque é visto como um dos melhores RPG's de todos os tempos.

Mas ninguém fala isso porque é Final Fantasy, e principalmente por ser o VII. Que como eu disse, apesar de ser o melhor da franquia, porém...

...um jogo overrated, com falhas como todos os outros. Não dá pra negar sua importância e impacto na indústria dos games, mas isoladamente falando, ele realmente não é isso tudo. Apenas, o melhor de uma franquia.

10 comentários:

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

achei meio oportuno esse post de FFVII aparecer, justo quando o peguei na Steam.

"Um visual genérico pode sim, tirar parte da identidade,mas ajuda no carisma dos personagens"

o Danteeh do DMC que o diga, pois mesmo sendo game sendo "aceitavel" quase todos cismaram com o visual do protagonista com cara de dorgado. e no FFVII, isso não me incomodou, e também não gosto dos rostos de porcelana dos FF seguintes. sei lá, é artificial demais, até para os padrões japoneses. talvez o pessoal mais novo curta, mas para quem já jogou Mass Effect, Fallout ou um Elder Scrolls da vida...não vai enxergar aquele visual de cera tão bonito assim.

bom discernimento o post cara, mostrou que mesmo um bom jogo que botou os Rpgs no mapa e ajudou a violar o Sega Saturn (snif,snif...maldito Bernard Stolar) pode ter suas falhas Junin. ao contrários de Istas e fanboys que acham que a sua franquia ou console NÃO POSSUI DEFEITOS. basta ver os "fãs" de MGS ou de jogos FPS para ver que de que raça são.

fã, gamer de verdade admira seu jogo favorito,mas admite suas falhas. pois nenhum jogo é perfeito, nem Shadow of Colossus ou Half Life.

Juninho! disse...

Sim cara, exatamente! Dante é um dos melhores exemplos, o visual antigo era beeeeeem melhor, parte da personalidade dele foi alterada e tals, mas se tivessem deixado o visual antigo, o povo engoliria mais fácil, porque jogos assim não tem o melhor enredo do mundo ou mesmo profundidade, eles nos cativam por personagens mesmo. É inevitável.

Uma coisa que a Square precisa aprender a parar de fazer é personagens realistas com cabelo e roupas de mangá, fica MUITO estranho. Ou faz tudo mangá (como Tales of e Star Ocean) ou então faz totalmente realista.

Porque misturar os dois quase nunca dá certo, eu também fico incomodado com essa cara de cera dos personagens do jogo do VII em diante, é estranho e totamente artificial mesmo. Muito mais um gráfico realista e humano como Mass Effect do que essa cara "humana" de cera com cabelo e roupa de mangá... Acaba uma coisa destoando a outra.

Fãs retardados tem em todos os lugares mesmo, Persona 2 é meu RPG favorito até agora e ele tem problemas como a dificuldade MUITO alta pra quem mal começou a jogar (mas pelo menos um enredo sem nenhum tipo de falha) e um gameplay até cru demais pros padrões de SMT mas pelo menos muito gostoso de jogar.

E sim, todo jogo tem falhas, até mesmo The Last of Us. Mas isso não tira parte do brilho deles, só faz com que a gente mostre pras empresas o que ta errado e o que deve ser melhorado, do contrário, toda franquia grande vai se tornar um Final Fantasy da vida, cheio de problemas que se repetem jogo após jogo porque os fãs simplesmente fingem ou realmente não enxergam os problemas por gostarem exageradamente da parada.

Tristan.ccm disse...

Sempre que eu falo desse jogo, dou minha opinião pessoal e as pessoas me taxam de hater, que eu não entendo de games, etc. Porra, eu não tenho o direito de não gostar desse jogo não?

Meu Final Fantasy preferido ainda é o IV, que ao meu ver é muito superior ao VII apesar dos gráficos defasados: ele não te joga no mundo com um "se vira", você não fica perdido. Além disso, o sistema de materias eu acho uma confusão sem tamanho, é muito fácil eu esquecer quem cura ou quem sabe soltar Fira, e além do mais se vc tira a materia o cara esquece a magia! No VI uma vez aprendida a magia ela era sua até o fim do jogo, logo as materias são um retrocesso se você as compara com os espers de FFVI.

Os personagens são endeusados sem razão: Cloud é o maior espadachim dos RPGs? O Frog de Chrono Trigger o cortaria ao meio sem nem suar! Tifa é a porradeira suprema? Bitch, please, o Sabin de FFVI solta hadouken e dá pilão num trem! Sephiroth é o maior vilão de todos os tempos? Kefka manda um abraço!

Mas nada, na minha opinião, supera a propaganda enganosa que esse jogo faz. Chega a ser covardia comparar as CGs com os gráficos in-game: enquanto nas CGs temos um anime, no jogo controlamos um bonequinho de papercraft! Aí o cara vem me falar que o jogo é graficamente perfeito! Pombas, se eu quiser ASSISTIR um jogo eu vou jogar Metal Gear, não um RPG!

Por esse motivo, eu digo: FFVII não é essa coca-cola toda não! E o que mais me irrita é nego colocando esse jogo num pedestal. Concordo com você, Final Fantasy hoje vende só pelo nome, pra mim a série entrou em coma no V e morreu no VI.

Juninho! disse...

Cara, seguinte... Eu acho o FF7 o melhor da franquia, e ele não é tudo isso mesmo não. Mas o IV, V e todos os outros estão ou abaixo ou MUITO abaixo dele e de todo o seu potencial.

Claro que é questão de gosto pessoal, mas o IV é totalmente risível, com um dos maiores "porque sim" de toda a franquia, uma bobagem de enredo no qual Cecil muda de classe por suas atitudes... Ele é ao meu ver o FF mais engraçado (pelos motivos errados) de todos.

Porém, como eu disse, você tem todo direito de até mesmo odiar o FF7, uma vez que você aponte argumentos que prove seu ponto de vista no qual o colocam abaixo de outros jogos, porém, eu não vejo é a SÉRIE INTEIRA COMO ALGO FODA!

A série é fraca como um todo, a grande massa compra pelo nome porque o SNES e PlayStation eram os líderes de mercado e eles os tinham como seus RPG's principais.

O enredo de Phantasy Star é mais interessante que dos FF antigos, assim como no PS1 temos Xenogears, Legend of Mana, Legend of Dragoon, Chrono Cross e demais outros jogos que enfiam qualquer FF no chinelo e pisa por cima. E isso inclui IV, VI e VII.

A série ao meu ver, evoluiu monstruosamente no VI e apesar de algumas falhas, evoluiu ainda mais no VII, ela só retrocedeu de verdade depois dele.

E eu concordo que tem personagens melhores que Tifa, Cloud e etc, mas não dentro de Final Fantasy, porque a maioria é igual ou muito pior como Tidus, Squall ou Zell. Sem falar no Kekfa que apesar de legal é um vilão "porque sim" e não tem um pingo de profundidade ou um background interessante igual Sephiroth.

No fundo, FF7 não é isso tudo mesmo, mas ele é o melhor da série, o único que tem mais coisas interessantes que o normal e isso inclui mini-games, sidequests e etc.

Existe uma infinidade de RPG's melhores. É questão de procurar mesmo.

Tristan.ccm disse...

Olha, vou ter que discordar, FFIV não é nem um pouco um jogo "porque sim". A jornada que leva Cecil a virar paladino é uma jornada de redenção, sobre um homem que descobre que tudo o que ele amava fazer e tudo o que ele acreditava era errado e mentiroso. Ele percebe todo o mal que causou e, ao ver suas mão sujas com o sangue de inocentes, decide fazer de tudo para limpa-las. Quantos, em seu lugar, balançariam os ombros e diriam "não é problema meu, eu estava só cumprindo ordens"?

Outra coisa: Kefka também não é um vilão "porque sim", seu sadismo é tamanho que perto dele o Coringa de Heath Ledger parece um escoteiro!

Juninho! disse...

Quando eu digo "porque sim" é que as razões dele são simplesmente pouco convincentes.

O Cecil era um cavaleiro negro, que se sentia sujo e etc, do nada virou paladino pra se redimir e se sentia culpado por isso...

Mas ele era alienígena, logo a "culpa" humana dele não faz sentido, porque ele não é humano.

Ele se sentia com uma culpa tipicamente humana sendo que ele na verdade é alienígena e sem falar que se sentia "maligno" por ser "cavaleiro NEGRO" mas isso é uma CLASSE...

Tá vendo? Isso é o que eu chamo de elemento jogado porque justamente não existe uma explicação absolutamente convincente nem que ela fosse minimamente simples, ela é só boba.

E outra o Kekfa é legal sim, mas ele não tem uma motivação nem minimamente pessoal, ele já é "malvado porque sim" desde o começo, ele NUNCA foi explorado pra termos um motivo pra falar:

"Ah, ele ta fazendo tudo isso por esse motivo..." entendeu?

Anônimo disse...

Dipaula: É... Final Fantasy cumpriu seu papeu na era 8 bits, engatinhou até o VII, morreu no VIII e a square vem arrastando esse cadáver até hoje...

Juninho! disse...

Sim, cumpriu muitíssimo bem até o VII, o VIII já começou morto, aquele lixo... E ironicamente, o XII tão odiado pelos fãs da série clássica não tenta ser mais do mesmo, tem um capricho monstruoso, tem MUITA coisa extra pra ser feita, personagens que apesar do visual tosco tem uma personalidade melhor e mais convincente, um vilão decente e os fãs o ignoram.

Os fãs às vezes bem merecem os jogos ruins como o XIII mesmo.

Anônimo disse...

Cara, em quase tudo eu concordo contigo nesse jogo, mas o que discordo se refere ao filme, Advent Children, para mim, e de vários fãs do FF7, o filme, os gráficos e o enredo sendo ligado ao jogo que fizeram a diferença. Para mim, o Cloud mesmo não deixa de ser o daquele filme, e praticamente desconsidero a aparição dele em Kingdom Hearts, acho que no KH, foi o único jogo aonde vi Leonhearth "brilhar", e essa historia de ser bom pelo visual anime não cola, ate porque 30% dos fãs de FF7, nem mesmo anime curtem, e posso lhe dizer que o que agradável e máximo do jogo são o filme mais o historia do jogo juntos. E lhe digo, o que mais agrada em Final Fantasy hoje, não se trata de suas tramas e historias, mas sim os seus graficos que realmente impressionam, e só, exceto o filme de FF7.

Allif Alves disse...

A história do FF X realmente gira em torno da Yuna, Auron e Tidus. Mas você citou que os demais personagens não tiveram momentos únicos, como assim?
Eu adorei o desenvolvimento dos personagens e acho que o jogo abordou temas bastante delicados como: Racismo, Fanatismo Religioso, Sacrifício Humano e Manipulação pelo Medo. Como esquecer o racismo que Wakka vomitou em cima da Rikku, quando a mesma perdeu sua casa e grande parte do seu povo? Como esquecer do preconceito sofrido por Kimahri pelo seu próprio povo? Como esquecer do choque que o Wakka teve ao descobrir que sua religião era uma mentira?
Claro que foram pontos que acabam ficando pequenos por causa dos protagonistas, mas na abertura do jogo Tidus deixa claro que aquela é a história dele.