30 de dezembro de 2014

MeMe 2014 - A Jogatina Desenfreada Continuou Forte


Pois é galera, a proeza se repetiu.

Estamos aqui, novamente, eu e Dipaula pra falar como foi o ano das jogatinas, jogamos um bocado, obviamente coisas diferentes e de gêneros diferentes e por aí vai. Obviamente daremos nossa breve (mas nem tão breve assim) opinião sobre tudo que rolou nas jogatinas

Se você como bom desocupado que é e acompanha esse blog, provavelmente já conhece o MeMe.

É o evento onde blogs se reúnem pra falar o que de melhor jogaram durante o ano e tudo isso foi uma iniciativa do blog do Marvox e pelo Videogame e Etc ajudados pelo Fórum Retro Gamers.

Ano passado, eu participei e trouxe no meu post a opinião do meu amigo e postador esporádico Dipaula e esse ano não foi muito diferente.

Então, sem mais delongas, vamos lá.


Shovel Knight


Esse foi um jogo que vi tudo muito no susto, ninguém falava muito nos indies e do nada brotou um tal de "Pá Cavaleiro" que geral tava falando sem parar e eu me perguntei que diabos era aquilo.

Fui então conhecer e baixei pro meu PC que rodou tranquilo apesar de muito esforço e simplesmente me apaixonei.

Um jogo de plataforma que simplesmente arregaça a maioria dos jogos da concorrência e é um mero indie feito em casa. É bonito e bem animado apesar do gráfico retrô, bem feito ao extremo com level design de cair o queixo de tão bem elaborado, um universo com um carisma gigantesco e músicas sensacionais. Shovel Knight me ganhou e me fez querer ajudar mais os indies do que meramente divulgar, eu criei uma conta no Steam e simplesmente agora ajudo eles com grana mesmo. Gostei eu vou lá e compro!


Falando em PC, em breve terei um Master Race em casa, vamos orar pra que isso aconteça de forma bonita e iluminada. E breve. Principalmente breve.

E concluindo sobre Shovel Knight, é um jogo incrível, difícil ver um jogo que eu goste tanto com tão pouco tempo assim. Ele me ganhou de forma inacreditável e jogo direto e reto. Um dos melhores jogos de 2014 sem sombra de dúvidas e não ganhou prêmio na Game Awards de melhor indie do ano sem motivo. Foi MUITO merecido. Isso sem falar nas demais referências a jogos tanto antigos quanto novos. De encher os olhos tamanho capricho da Yacht Club Games.

Uma História de Amor: Platinum Games


Simplesmente virei fã desses caras, parece meio coisa de fanboy mas é verdade.

Quando fui comprar Ninja Gaiden Sigma 1 e 2, o 1 não tinha na loja e eu me ferrei, com isso eu tinha que trocar o jogo em algum de mesmo valor ou então pegar a grana de volta, então me deparei com a opinião de amigos:

"Pega Vanquish cara, o jogo é curto mas é bom pra caralho"

Então... Por que não?

Botei o jogo e puta merda, a OST já me conquistou, disse tudo isso aqui nesse post e mostrei o quanto gostei do jogo. Então veio Anarchy Reign que comprei por preço de banana e o pouco que joguei gostei muito. Depois meu Wii chegou e joguei outro jogo deles que foi o MadWorld.


Sério, aquilo já tinha me pegado de surpresa e eu pensei: "Porra, essa empresa não faz nenhum jogo ruim?"

Aí ouvi falar bem do Wonderful 101 e do Bayonetta 2 que são exclusivos do Wii U e o segundo citado ta fazendo um estrago de vendas no console, vale citar que se a Nintendo não tivesse pegado a exclusividade dele, sequer ele sairia.

Com a chegada do meu Xbox 360 pirata, ficou fácil comprar um jogo por preço baixo e se eu gosto dele, acabo por comprar original, então experimentei Bayonetta (ou Bayocetta, como dizem), o primeiro e porra. Outro jogo foda pra cacete.

Foi aí que eu decidi jogar o famigerado Metal Gear Rising por causa da vontade que há MUITO tempo me assombrava e também falei dele aqui no blog. Quando eu percebi que todos os jogos dessa empresa eram bons assim, comprei Bayonetta e fechei a coleção de jogos da empresa no PS3 e simplesmente à partir daquele momento botarei toda a minha fé em qualquer coisa que eles façam.


Na boa, se algo tem "Platinum Games" na frente, pode comprar sem medo. Recomendo com muita força. O capricho desses caras nos jogos deles é fora do comum. Um capricho que fora perdido ao passar dos anos e neles ainda vive, e vive com muita força;

Só pra lembrar, Platinum é o novo nome do Clover Studios. Caso não saiba, é aquele estúdio que produziu 3 gigantes conhecidos como God Hand, Viewtiful Joe e um tal de Okami.

Pois é. E agora. Sentiram firmeza?

Ninja Gaiden Sigma


Lembra que eu falei do jogo que me fez pegar gosto por hack'n'slash? Então. É essa delicinha aqui.

Sinceramente, God of War era o que eu via de melhor nos jogos do gênero e o resto eu nem dava ideia. Até resolver comprar Ninja Gaiden Sigma e ver como era. E porra, apaixonei. O jogo é lindo (e olha que é um remake do remake do reboot (???)), é bem feito, com uma historinha de bosta e pergaminhos que nem valem a pena de serem lidos mas a mecânica cobre tudo isso.

É um jogo com um sistema de combate SUPER refinado, que dá chocolate em muitos jogos de luta metido a complexos em seus sistemas e o jogo te exige literalmente viver como Ryu Hayabusa.


Existe certo nível de imersão, pra se sentir lá, a pressa é inimiga da perfeição nesse jogo e se você pensa que metralhar botões como God of War ou DmC aqui vão te ajudar, você tá redondamente enganado. Aqui o buraco é mais em baixo, o sistema é sinistro e cada arma tem seus combos únicos.

Ninja Gaiden Sigma também tem a provável  melhor IA que já vi num jogo do gênero, os inimigos são adaptáveis ao seu método de luta, o que é ridiculamente assustador no começo.

Pensa bem, se defender demais, eles aprendem e procuram meios de quebrar sua defesa, se ataca demais, eles vão tentar te pegar desprevenido e etc. É uma mecânica de cair o queixo de tão belíssima e bem executada em sua essência. Super digno. Só os fortes sobrevivem.



O nível de experiência é bem elevado ao limite se usar fones de ouvido, porque dar de cara com chefes ouvindo essa música por exemplo É MUITO FODA. Uma sensação de perigo fora do comum.

Eu poderia bem citar Devil May Cry 3 (não, não preciso zuar o DmC) que joguei esse ano, ou qualquer outro jogo, mas Ninja Gaiden Sigma até o então exato momento se tornou o meu hack'n'slash favorito e é o único que citarei nessa lista de forma ímpar e tão apaixonada.

Sério, se você se acha macho de verdade por ter terminado Dark Souls, experimente agora terminar o reboot do Ninja Gaiden. Vai ser gratificante, eu posso garantir.

The Legend of Dragoon


"Como assim Juninho, nunca tinha zerado?"

Não, infelizmente não. Sabe aquele jogo que você sempre que tenta jogar aparece um infeliz que te atrapalha e te faz jogar ele em pedaços pequenos como queijos de ratoeiras?

Então. The Legend of Dragoon foi esse jogo na minha vida em 2014. Interrompido várias e várias vezes por milhões de motivos, mas eu finalmente terminei ele e poxa, não foi nenhum sacrifício porque gostei muito mas foi uma luta terminar ele somente por conta das milhões de interrupções.

Personagens com um nível de carisma gigante, uma trilha absurdamente memorável numa jornada simples e direta de Dart e seus amigos, fiquei empolgadíssimo em ver como esse jogo é ridiculamente maravilhoso, gostei de todos os personagens do grupo, gostei do sistema pra caralho, gostei do desenvolvimento do plot do jogo e só me deixa triste mesmo é saber que não haverá continuações.


The Legend of Dragoon é o tipo de jogo que não consegui ver praticamente nenhuma falha, acho que a falha dele é ter um fim ou não ter uma continuação. Porque puta merda, vai ser foda assim na puta que pariu. Eu por anos não dei muita ideia pro jogo e eu sequer sei o motivo, mas sei que sinto vergonha de não ter jogado ele antes.

Porque além de tudo de milagrosamente bom que o jogo já tem, ainda tem esse bendito sistema de addictions que é ridiculamente foda e ainda enche os olhos com tamanha beleza nas técnicas dos personagens enquanto batem. É simplesmente incrível.

Uma curiosidade interessante é que apesar de ser um JRPG ele foi inteiramente produzido por americanos. Mesmo com todo o exagero de armaduras brilhando com cenas que lembram animes e etc. Dizem os rumores que isso até atrapalhou as vendas do jogo no resto do mundo além do Ocidente porque foi feito por americanos e eles de certa forma torceram o nariz.

Um jogo bom e bem feito desses... Mas eu também joguei um JRPG esse ano feito por japoneses e que foi uma bosta, que é...

Final Fantasy XIII - A Batalha Contra O Sono


Pra quem não sabe, 2014 foi o ano das aquisições, comprei muito jogo bom e barato, um Wii, um DS e um Xbox 360. Esses consoles me ajudaram muito a manter a pirataria viva em nosso país afinal doa a quem doer, impostos daqui são caros demais e não dá pra ter muito jogo na base de originais, certo?

Então, depois que arrumei o 360, um cara simplesmente ME DEU o jogo pirata falando que era uma bosta e que não ia me vender ele junto nos que eu tinha. Isso só podia ser um sinal. Será que ele realmente seria pior que o horrendo FF VIII?

E pior de tudo.... Que era verdade.

Uma ideia boa de personagens lutando pela vida totalmente jogada no lixo por conta de um conceito idiota de enredo onde um deus criou tudo e se mandou e deixou o resto lá pegando poeira e nisso Fal'Cie, l'Cie e demais viadagens foram ocorrendo nesse jogo pateticamente chato foram ocorrendo.

Imagem meramente ilustrativa e representativa do Juninho jogando FFXIII - PS: se eu fosse branco seria uma imagem literal

Em resumo: O PIOR RPG que já joguei em toda minha vida, um sistema repetitivo e imbecil, músicas ainda piores que o padrão da série (que já acho baixo), uma história tediosa, personagens com carisma de uma abobrinha e pra piorar tudo ainda mais o jogo é um corredor de 50 horas. É um mar de mediocridade. Tosco de doer, tenho pena de quem pagou o jogo em preço de lançamento porque o meu saiu de graça e já achei caro.

Pra vocês terem uma breve ideia da situação, eu joguei esse ano Kratosvania: Lords of War e Duke Nukem Forever, dois jogos horrendamente ruins e nem de longe superaram todo o tédio e estresse que tive jogando esse mar de merda que é o corredor de 50 horas conhecido como Final Fantasy XIII. Se quer uma análise mais completa de tudo que passei joguei, é moleza, só ler esse artigo aqui.

Mass Effect - Provável Melhor Trilogia de Todos os Tempos...

...apesar do provável pior final de todos os tempos. Quem sabe?


Sinceramente, não gosto de RPG's ocidentais, não me empolgam mas ganhei Fallout 3 e New Vegas edição definitiva (beijo mãe, valeu Almir) e o Mass Effect tudo que vi e li me interessou e comprei ainda em 2012.

E fui jogar em 2014... Preguiça com falta de tempo unidos podem ser uma combinação mortal, certo?

Mas mesmo assim, Mass Effect foi foda do começo ao fim.... Ou melhor, até quase no fim. Comprei as DLC's do 2 que faltam e todas do 3 e tudo que posso dizer é que valeu muito ter jogado a franquia no 1 e 2. No 3.... É.... Nem tanto assim.

Eu até falei de todos individualmente aqui no blog mas a verdade é que a trilogia em si é sensacional e os defeitos do 3 meio que de certa forma quase mataram tudo de bom que senti no 1 e 2. Mas se for pra escolher, fico com o 2. O jogo tem tudo no ponto certo, 12 personagens carismáticos, uma boa história, uma boa introdução e uma excelente conclusão aberta pra uma continuação que infelizmente não foi a melhor escolha do mundo...

Mas de fato, recomendo Mass Effect, mas tudo que posso dizer é: Só compre os DLC's do 3 depois que terminar o jogo e se gostar o suficiente pra isso, porque pra mim o final foi um grande desgosto do qual o preço que paguei nas DLC's acabou sendo alto demais. Mas não são ruins, isso posso assegurar. O que me irrita no ME3 é o começo e o fim, porque o "meio" do jogo apesar de alguns problemas é fantástico.


Mass Effect apesar de tudo, de todas as trilogias que já joguei, ela ainda é provavelmente a melhor, os bons momentos do jogo me marcaram e eu levarei comigo pra sempre. Mas é uma pena que os momentos ruins tipo a conclusão da série seja ruim o suficiente pra que eu também nunca a esqueça. Mas pelos motivos errados.

Com a chegada de Mass Effect 4, vamos ver o que nos aguarda. Confesso que depois do final do 3 não consigo botar muita fé, ainda mais sabendo que a equipe original saiu depois do 2.

Silent Hill - O Medo Elevado ao Limite

Silent Hill foi o terceiro melhor jogo que eu joguei esse ano, apesar de não estar enumerando essa lista em posições, Silent Hill foi o terceiro tal como os outros dois abaixo foram consecutivamente o segundo e primeiro.

Mas por que Silent Hill? Eu não me dou bem com jogos do gênero mas não por medo, gosto muito das ideias, atmosferas e histórias mas a verdade é que na hora de pegar e jogar sou uma completa negação nesse tipo de jogo.

Have you seen a little girl?

Nem digo por questão de concentração e sim de me adaptar ao gameplay mesmo, mas depois de muito insistir em consegui. E PQP!!!!!!!!

Silent Hill é um belíssimo jogo que não joguei todos esses anos. Se eu soubesse tinha tentando me adaptar antes. Mas curti ao extremo do extremo cada mísero segundo dessa jogatina que é controlar Harry em busca de sua amada filha, pena que isso o leva a tantas coisas bizarras que eu no lugar dele teria fugido na primeira delas.

É um jogo bem maduro, com um terror mais focado em atmosfera e situação, muitos dos eventos são absurdamente perturbadores, puzzles feitos pelo enlouquecer da mente de uma garota que fora queimada viva em nome da fé e demais outros fatores me fizeram me apaixonar fortemente por Silent Hill.

Sinceramente, encontrei um jogo caprichadíssimo em todos os aspectos, eu curti tudo, absolutamente tudo, foi uma experiência muito doida jogar com PSP e fones de ouvido. Foi maravilhosamente assustador ou assustadoramente maravilhoso... Bom, eu não sei. Sei que curti e curti pra caralho, virei fã desse jogo e provavelmente virarei do resto da franquia. Só é uma pena que até hoje muita gente entenda o jogo como satânico (erro comum...) porque a ideia não é bem por aí. Tem algumas coisas que a gente deve não somente LER e sim interpretar e assim como Persona 2, Silent Hill tem seu mistério e maldade nas palavras que devem ser lidas com muito cuidado.


O interessante do jogo é que o formato do enredo é algo bem diferente, bem ousado, vai sendo contado por pedaços que vamos reunindo ao passar do jogo e vamos vendo cada vez mais coisas que mesmo numa segunda jogada, ainda são completamente perturbadores. 

Parafraseando meu amigo Dipaula, o que gostei no Silent Hill é que ele não abusa de clichês fáceis e simples pra te atormentar e nem mesmo pra elementos de instant kill como muitos jogos fazem extremo abuso. O medo de Silent Hill é completamente psicológico, diferente, inteligente.

Só não comprei o HD Collection porque a Konami tava de putaria e só lançou o 2 e 3 e nada de incluir o 1 e 4. Qual é hein Konami? Ta de brinqueichon uiti mi?

Metal Gear Solid - Invasões Militares Nunca Foram Tão Legais!

Assim como GTA no ano passado, foi com Metal Gear Solid nesse ano. Uma franquia que eu ignorava e do nada fui jogar e apaixonei. Mas com MGS o bang foi mais louco e eu simplesmente me apaixonei e comprei TODA a franquia, sim o Legacy Edition com o Rising e tudo.

Mas tudo começou aqui, num dia que simplesmente peguei o de PS1 no PSP pra ver como era e fiquei vidrado, o jogo, o enredo, as músicas, a atmosfera, a conversa dos personagens, o capricho gigantesco dos míseros minúsculos detalhes e toda a mente mirabolante de Hideo Kojima estava pela primeira vez num jogo da franquia em 3D.

Grande Snake.

Sinceramente, MGS me encantou os olhos, os ouvidos e tudo mais, foi uma experiência emotiva o suficiente pra fazer com que eu me sentisse na pele de Solid Snake, foi simplesmente brilhante jogar MGS por tudo, inclusive pela magnífica história.

Tanto é que hoje em dia entendo o motivo de tamanha popularidade de seus personagens, Sniper Wolf por exemplo tem uma morte super foda e que até hoje acho mega marcante.

E igualmente dramática e a morte dela ainda me pega de calças curtas porque sempre passam os malditos ninjas cortadores de cebola durante a cena. É incrível, malditos ninjas, mal posso prever seus movimentos...

Um jogo que aborda a temática militar, e joga fora todo o conteúdo genérico que estamos acostumados. Ele incrementa mais ação mas ao mesmo tempo mais fantasia e mirabolância, plots twists e demais elementos que só quem jogou MGS sabe explicar.


Hoje em dia eu entendo quem é fã de MGS e entendo bem. Só não entendo quem odeia o Raiden ou o MGS2 porque não concordo nem a cacetadas de raquete elétrica no bilau que são jogos ruins em nenhum momento dessa minha breve vida.

Metal Gear Solid é foda. É brilhante e merece toda a puxada de saco gigantesca que vimos por aí. Se você é um "Kojimete" não sinta vergonha, e sim agraciado. Porque é uma franquia de tremenda produção nos míseros detalhes e sempre se mostram jogos impecáveis em todos os aspectos.

Só sinta vergonha de usar esse apelido de kojimete, isso é gay pra caralho.


Tales of the Abyss - Atirando Pra Todo Lado Com 100% de Precisão

Como assim não entendeu o título? Não leu meu post de alguns meses atrás?

Sério?

Então vou explicar porque Tales of the Abyss é sinistramente foda.


Em suma é, ele pega os jogos com mais foco em profundidade, pega os jogos com elementos mais de aventura, mistura tudo e forma um jogo brilhante com profundidade, enredo foda, clima de aventura digno de um shounen (tanto é que virou anime), músicas muito do caralho feitas pelo mestre Motoi Sakuraba (chupa Uematsu), personagens com um nível de carisma que poderiam facilmente atingir a estratosfera, um puta sistema mega divertido de se jogar e muito mas MUITO conteúdo extra num jogo naturalmente grande onde a progressão não é nada chata.

Pelo contrário, é 80 horas de campanha que quando acaba fica aquela sensação de:

"Mas já acabou? Mas eu queria mais..."

Mas aí que mora a graça, porque não acabou.

Tem muita side-quest, fator replay com as mil coisas que se pode ter no New Game + e por aí vai.

Mas o grande forte de Tales of the Abyss é simplesmente... Tudo. Tudo nele é bom. O enredo então nem se fala. Jade Curtiss e Luke Fon Fabre tal como o vilão do jogo ficaram extremamente marcados em minha memória.



Não existe muito o que ser dito, foi o jogo mais marcante de 2014 pra mim. Eu sempre vou carregar comigo o desgosto de não ter ele numa versão HD no PS3 e não ter um 3DS pra jogá-lo na tela de um portátil. Mas ao menos tive o gosto de jogar um jogo onde tudo é maravilhosamente bem pensado e bem feito o suficiente pra te cativar do começo ao fim, pra te prender, pra te fazer sentir o que os personagens sentem e simplesmente se apaixonar fortemente por um dos melhores jogos do PlayStation 2.

Simplesmente fantástico.


Menções Honrosas

Ultra Street Fighter IV - Subindo O Nível

Bom, se você me conhece seja lá de onde for ou me acompanha em blogs ou redes sociais, sabe bem que ter um Street Fighter na lista não é NENHUMA novidade. Né?

Bom, Street Fighter IV veio foda, atualizou pro Super, depois Arcade Edition e agora estamos no Ultra.

Muita coisa mudou, muitos bugs sumiram, alguns novos apareceram, com o passar do tempo foram corrigindo e o Ultra veio da forma que prometeram.


Um jogo bom, dinâmico, com muitos personagens um tanto quanto desequilibrados e então elevaram o nível por 3 coisas do gameplay. A primeira e que já deveria estar desde o começo é o Double Ultra, que tem um nome um tanto quanto sugestivo.

A segunda é o Delayed Wake Up que simplesmente permite que fique 1 segundo a mais no chão, permitindo que possa sair de irritantes infinitos e resets, e a terceira e mais bem vinda é sem dúvidas o Red Focus. Permitindo que ao invés de absorver um mero golpes, a gente possa absorver vários.

É meio complicado de se usar mas é uma puta ferramenta à favor do jogador, aumenta ainda mais as possibilidades de reação numa luta.

Com isso e a chegada de Hugo, Rolento, Decapre, Elena e Poison, ficou tudo ainda melhor e de quebra, Capcom disponibilizou os novos Trials e Omega Mode tudo de graça. Ok, os trial eram obrigação mas o Omega Mode ter vindo de graça foi do caralho.

Um detalhe curioso é que a atualização e correção dos personagens veio dos fãs, que notavam vários problemas nos personagens e simplesmente nós, fãs, fomos ouvidos e usados como base na hora de equilibrar o jogo nessa última (?? haha ??) atualização.

"Olha aqui Viper, isso sim que é barriga sarada e retinha. Sai daqui recalcada"

Finalmente hein Capcom? Demorou um cadinho pra criar vergonha na cara e botar um modo extra. Tá certo que veio por atualização mas pelo menos veio. E o pior que esse modo é super foda, os personagens ganham novos golpes totalmente malucos e desequilibrados de propósito mas alerto que ele só funciona pra quem já entende como funciona as mecânicas do jogo, se um novato sair esfregando manete, não vai resolver muita coisa.

Enfim, Ultra Street Fighter IV veio só novamente reafirmar o posto de melhor jogo de luta da sétima geração, agora de quebra com um modo zuera que vai com certeza lotar as partidas online, com amigos e espero que torneios também.


Super Smash Bros. Brawl - Nintendo E Sua Genialidade Gamer

Bom, todo mundo sabe que Nintendo é Nintendo. Ela sempre cria e o povo copia.

Foi assim com controles sem fio (funcionais), sensores de movimento e demais outras coisas como portáteis, e mais outras milhões de interações gamers que todos amamos.

E com Smash Bros não foi diferente, afinal de contas a Sony tentou (falhando miseravelmente) copiar essa delícia de jogo usando personagens com carisma de um telefone celular dos anos 90 pra enfiar dentro do PlayStation All Star Battle.



Bom, Smash Bros em contrapartida, praticamente criou esse gênero de jogos Brawl. É um puta de um jogaço!

O jogo é bom, é divertido, tem uma penca de personagens com carisma maior que o salário de um deputado no Brasil e ainda de quebra tem boas músicas, bom gameplay, gigantesco fator replay e uma infinidade de coisas a serem pegas tão grande, que a média pra se pegar TUDO (sim, literalmente) no jogo ultrapassa as 200 horas. Duvida? Olha aqui.

O mais incrível é que como se não bastasse o jogo por si só ser bom sozinho, com amigos e online, ainda tem o modo Subspace Emissary que reúne todos os personagens numa campanha com uma "historinha" da qual simplesmente vimos cenas dos quais eles aparecem e mesmo sem dar uma única palavra, podemos compreender tudo que acontece dentro de sua simplicidade e com um teor de diversão muito alto.

"Quando eu disser SMASH façam pose pra foto"

É um jogo extremamente caprichado em tudo, mas é tudo mesmo. Desde de detalhes simples de cenário até detalhes maiores como uma campanha longa, muito conteúdo pra ser obtido e etc.

Agora, me diz Nintendo. Qual é a desculpa pra tirar o Subspace Emissary do novo no 3DS e Wii U? Porque essa de que "upariam o conteúdo no YouTube" não cola.

Poxa Nintendo, os passos tem de ser dados pra frente, nunca pra trás.


Agora é com Dipaula!

     Pois é, crianças agora é a parte didática desse post, quando vocês aprendem sobre o que é bom e o que não é. Comigo: Dipaula! Não é óbvio?

Pois vamos lá!



A Aventura Aguarda Entre as Estrelas: Rogue Galaxy

            Pense em tudo que pode haver de melhor em um JRPG: um sistema de batalha intuitivo, divertido e nada burocrático; um sistema de aprendizado de habilidades que permite customização de seus personagens; inúmeras side quests dos mais variados tipos como caçadas a monstros, criação de itens e equipamentos e até um torneio de pet monsters.

            Pois é, Rogue Galaxy reúne tudo isso e muitas outras características que são tão queridas pelos fãs do gênero em um único game. E faz isso magistralmente.

            Sim, a ousada proposta de Rogue Galaxy é ser uma mistura homogênea de tudo que deu certo nos JRPGs até então. Mas não pense que o game não passa de uma colagem sem personalidade, pois é tudo tão carinhosamente bem feito que o jogo possui, sim, alma própria apesar de a história não tentar ser profunda ou adulta.

            Quanto à dita história, a princípio ela se trata da grande aventura de um jovem que, para fugir da escravidão em seu planeta, se junta a um bando de piratas espaciais em busca de um tesouro mítico em um planeta lendário. Por mais simples que possa soar, a presença de temas fortes dosados sabiamente no decorrer da trama garante o envolvimento do jogador com o enredo. Um bom exemplo disso é a guerra entre duas potências galácticas que persiste há tempos apesar de não mais ter sentido, pois há aqueles que não permitem que ela acabe, já que lucram com ela. Mesmo à custa do sacrifício das massas.

            Os personagens do grupo são dos mais variados tipos, tanto em visual quanto em história. Temos o protagonista espadachim impetuoso, um cachorro humanóide ex-militar com um passado trágico, uma guerreira tribal de um planeta inóspito, entre muitos outros carismáticos companheiros de jornada. Alguns seguem aquele modelo de desenvolvimento onde o passado e as motivações são reveladas aos poucos durante a trama, outros têm suas pendências resolvidas em emocionantes eventos antes mesmo de entrarem para o grupo. Há até um inimigo que se torna aliado para combater uma ameaça em comum.

O diversificado grupo de RG. Um urro contra a segregação racial!
            O já citado sistema de batalha se trata do modelo “ação em tempo real” onde você controla um personagem entre três enquanto os restantes são controlados pela IA, podendo trocar entre eles à vontade. Quanto à IA dos NPCs em batalha, ela é simples e muito eficiente, dispensando complicadas (e chatas) customizações prévias no menu. Quando um NPC julgar necessário usar um item ou habilidade ele gritará seu nome e a ação que ele pretende executar aparecerá na tela associada a um botão: bastar apertar o dito botão e ele cumprirá a ação, caso não queira permitir, basta cancelar e continuar o quebra-pau.

            Além de tudo isso o jogo possui muita coisa extra a ser feita, como eu já disse. Temos caçadas a monstros secretos com direito a recompensas e ranking, monstros a serem capturados para serem usados em um torneio (uma espécie de Pokémon de tabuleiro), criação de itens e equipamentos, etc.

            Os gráficos são lindos com cenários naturais de tirar o fôlego e ambientes urbanos que vão te fazer querer mudar para uma das cidades do jogo. O game inteiro parece um belíssimo desenho animado. As cenas em CG são belíssimas também.

            Tudo isso regado a uma trilha sonora orquestrada, dando um tom épico “Final Fantasy encontra Star Wars”.

Nada como ecoturismo... Descendo a porrada na fauna!

            E pensar que muita gente despreza o jogo alegando que ele não passa de um plágio de tudo que já existe. Como estão sendo injustos! Rogue Galaxy reúne características fortes do GÊNERO, mas mantém sua identidade sem apelar para a cópia em momento algum.

            Outros o acusam de não ter um enredo interessante e envolvente. Não posso concordar, pois mesmo com uma história simples os temas que cercam os personagens do grupo são bem interessantes e envolventes. Sem falar que Rogue Galaxy não tem a pretensão de ser mais do que é: divertido e despretensioso.

            Diferente de alguns jogos com enredos tolos cheios de redundâncias maquiadas de temas adultos. Sim, falo de certa série da qual o Juninho adora, digamos... Discorrer.

            Por fim, Rogue Galaxy é um dos grandes RPGs do PS2. Este blog recomenda!

            Ah, e já que falamos de um jogo que NÃO é um plágio gratuito, falemos agora de um que É uma das mais descaradas e mal-feitas cópias de todos os tempos:

Alone in the Resident Hill – OPS! – The Evil Within...

            Vou ser franco (como sempre): como alguém consegue chamar essa tempestade de clichês e péssimas idéias de “terror”?

            Sério, um assassino encapuzado com o rosto coberto de cicatrizes capaz de se teleportar? Como isso dá medo, exatamente? Um protagonista detetive amargo e de aparência desleixada com um passado doloroso? Quantas mil vezes já vimos isso?

            E isso nem é o pior, esse amontoado de violações a direitos autorais copia tão descaradamente vários jogos que é possível jogar alguns minutos e ir apontando tudo o que acontece e dizer de onde foi tirado. Posso provar:

            Depois da primeira parte, o protagonista foge com outros sobreviventes do sanatório onde ele quase morreu vítima de um cosplayer de Leatherface. Durante a fuga de carro eles têm de sobreviver em meio a uma cidade que está sendo devastada pelo que parece ser um terremoto antinatural (extamente como em Alone in the Dark Inferno) e, no meio do caminho, o coadjuvante que dirige começa a sofrer uma mutação (Resident Evil manda lembranças), perdendo o controle do veículo e caindo de um barranco. Horas depois o herói acorda sozinho dentro do carro tombado em uma floresta sombria com uma tempestade prestes a cair (“inspirado” em Silent Hill Downpour), depois de caminhar um pouco ele dá de cara com o tal motorista já transformado em um zumbi numa cut scene igual à de Resident Evil 1. Sem falar no aspirante a Pyramid Head com cabeça de cubo...

Cospobre de Pyramid Head...
            E não para por aí, pois há aspectos de gameplay tirados de Last of Us (como atirar garrafas para distrair inimigos), Siren e Clock Tower(esconder-se em armários e debaixo de camas) entre outros.
           
            Viram? Não se trata de referências ou homenagens e sim descaramento puro.

            Como se tudo isso já não fosse ruim o bastante, o gameplay não é lá essas coisas. O jogo não decide se faz a linha “personagem realista que morre fácil” como em Siren ou se vai se tratar do velho (e repetitivo) “herói destemido destruidor de monstros” como Resident Evil. Ao mesmo tempo em que você é relativamente frágil o jogo também te proporciona armas exageradas como explosivos, por exemplo.

            Sem falar na câmera que é um desastre!

            Bem, talvez a longo prazo o jogo seja até jogável, mas o que um fã de terror procura não se encontra em The Evil Within. O máximo que ele consegue ser é um aperitivo sem-sal até que Silent Hills seja lançado... Quando muito.
 
Combatendo o Mimimi com Qualidade: Tales of Legendia


            Olha só! Mais uma vez um jogo da excelente série “Tales Of” me pega de calças curtas e me faz virar fã. Só que desta vez meu queixo não foi de encontro ao chão apenas por conhecer um jogo de tamanha qualidade, mas também pelo tal jogo ser tão desprezado.

            Ele pode não ser o seu tipo de jogo ou talvez você não goste dele por suas próprias razões, mas a má fama que ele carrega é totalmente sem fundamento.

            O que ele poderia ter de tão terrível? Reunindo o que li na rede em diversas ocasiões de diferentes pessoas eu poderia destacar alguns pontos: “gráficos incompletos ou sem polimento”, “sistema de batalha retrógrado”, “enredo meloso e clichê”.

            Vejamos então cada um isoladamente:

            Quanto aos gráficos, o que chamam de “sem polimento” é o fato de o visual, apesar de 3D, fazer referência aos jogos mais antigos da série com personagens SD, cenários bem coloridos e visão isométrica. Só porque os gráficos não tentam ser realistas não significa que estejam incompletos. Este estilo visual deixou de ser resultado de limitação de hardware há muito tempo e Final Fantasy 8, Chrono Cross e Legend of Dragoon são provas disso. Se existem jogos com essa estética é porque ela combina com o gênero e tem gente que gosta.  Aliás, o trabalho aqui foi muito bem feito, com cenários de encher os olhos e personagens muitíssimo expressivos considerando que são tão nanicos (e tão bonitinhos!).

            “Sistema de batalha retrógrado”? Por quê? Por que a movimentação é sidescroller? Ah, isso o torna igual aos títulos antigos da série e não acrescenta em nada? Sinceramente a ÚNICA coisa em comum entre este game e Tales of Eternia, Tales of Destiny e Tales of Phantasia é a movimentação. Se isso o torna igual a eles, também o torna igual a Street Fighter, Mario, Megaman e quase tudo que foi lançado antes do PS1.

            A bem da verdade, o sistema de batalha aqui é sensivelmente diferente. Muito mais fluido, ele possui um timing muito mais amigável, permitindo mais combos e esses muito mais longos, o que cria um ritmo muito mais frenético e intenso que os títulos anteriores. Sem falar na barra de Climax, que quando acionada, pára o tempo por alguns segundos e deixa TODOS os golpes se conectarem perfeitamente, tornando os combos ainda mais alucinantes! E a cereja do bolo é o Climax Combo, uma finalização estilosa onde todos os personagens castigam o inimigo juntos! BAM! Com slowdown dramático e tudo!

Que fã de JRPG reclamaria disso?
            Agora falemos do enredo:

            Posso entender que algumas pessoas não curtam esse tipo de história que prioriza os personagens e suas questões emocionais, deixando o mundo à volta em segundo plano. Muitos roteiristas que usam esse formato forçam a barra repetindo à exaustão clichês e discursos prontos sobre “coração e sentimentos”. Respirem aliviados, contudo, pois este não é o caso.

            Neste jogo, como é de praxe na série, os personagens não agem respeitando estereótipos; eles têm motivações que provêm de seus backgrounds cuidadosamente bem escritos, que são revelados aos poucos e fazem o jogador se apegar e acreditar neles. Apesar de o jogo falar muito de sentimentos, laços de amizade e superação (e até tornar-se meloso em uns poucos momentos) o carisma e a história dos personagens o farão comprar a idéia facilmente e, antes que se dê conta, estará de punho erguido gritando “Em frente!” junto com a galera do grupo.

            Só para acrescentar, as músicas do jogo são belíssimas. Em sua esmagadora maioria são orquestradas, mas bem diferentes entre si. Temos músicas tristes, solenes, agitadas e até músicas de batalha, todas de aplaudir de pé. Só para provar que música clássica, se feita com criatividade, não precisa ser monótona como em Final Fantasy 12... Ou Tactics...

            Pois bem, dá para perceber que Tales of Legendia não é um jogo mal-feito ou sem inspiração como pintam por aí. Não gostar dele é compreensível por razões de gosto e nada mais, portanto não dêem ouvidos a esses “mimimizeiros” que habitam a internet. É gente fútil que acha que qualidade se resume a gráficos realistas e um nome famoso.

            Tales of Legendia é, sim, um RPG memorável no PS2 ao qual você deveria dar uma chance.

            Vai se surpreender, eu garanto!


O Zangief Ia Gostar deste Aqui: The Red Star

            The Red Star é um dos últimos remanescentes da velha escola dos jogos de ação em 2D... Mesmo sendo 3D! Sim, pois o espírito simplista e viciante herdado de Contra, Doomtroopers e outros se encontra aqui, só que mais elegante e refinado. Digo isso, já que o gameplay reúne ao shooter elementos de beat’em ups, e de jogos como Gradius e Sonic Wings! Veja:

            Durante as fases o jogo combina o espírito Contra (com armas de fogo diversas) ao espírito beat’em up (com combos variados no combate corpo-a-corpo) e quando nos deparamos com um chefe o jogo se assemelha a um shooter de naves, com direito a uma tela infestada de tiros traiçoeiros para você se desviar enquanto tenta acertar o núcleo da nave/tanque/robô enorme.

            Quanto ao combate corpo-a-corpo temos diversos combos, como eu já disse, além de agarrões, arremessos e até combinações de ataques físicos e tiros. Tudo devidamente à mostra em uma lista de comandos. Quanto à parte shooter temos diversas armas diferentes que podem ser adquiridas com pontos ganhos de acordo com seu desempenho.

Gameplay retrô, mas refinado!
            Falando em compra de upgrades, além de armas, podem-se comprar também melhorias em sua armadura, diminuir o tempo que leva para recarregar, aumentar o dano das armas e muito mais.

            Não posso deixar de citar também a grande variedade de inimigos e a necessidade de se usar diferentes abordagens para derrotá-los. Alguns têm escudos que os protegem de tiros (tornando obrigatório o uso de ataques corpo-a-corpo), outros só ficam vulneráveis quando são contra-atacados e ainda há aqueles que só recebem dano enquanto se recuperam de um movimento de esquiva, obrigando o jogador a atirar e tentar atingi-los com um combo enquanto se esquivam das balas. Isso só para citar alguns exemplos.

            Eu disse que era refinado, não disse?

            Ah, antes que eu me esqueça. O jogo é baseado em uma história em quadrinhos de mesmo nome, onde um grupo de rebeldes luta para libertar uma Rússia futurista de um tirano filho da p... pátria.

            Isso explica o bem-humorado e criativo título deste tópico que diz que Zangief ia gostar. Por que, bem, Zangief é patriota e... Russo. Entenderam?

            Minha nossa, vocês não têm senso de humor?

            
Siren: Tremendo de Medo... E Raiva! 

            Minha nossa, nossa, nossa! Quantas idéias brilhantes reunidas e muito bem executadas em um único game! E o melhor, um game de terror!

            Quem não gosta de sentir calafrios com um controle em mãos sozinho com as luzes apagadas? Sentir aquela tensão tão forte que qualquer ruído na casa nos faz saltar da cadeira e agarrar o lustre?

            Pois é, eu nunca pensei que viveria para ver algo que pudesse ser colocado no mesmo pacote que Silent Hill nesse quesito (os bons Silent Hills; nada de Origins, Homecoming ou Book of Memories!), mas Siren conseguiu quase alcançar minha série de terror favorita, ora vejam!

            Acompanhem só:

            Uma pequena vila no interior do Japão de repente se vê cercada por um mar do que parece ser sangue e, como se isso não fosse ruim o bastante, uma chuva igualmente vermelha cobre a região e seus camponeses se tornam versões pálidas e dementes de si mesmos com sangue escorrendo de seus olhos: os Shibito.

Quer ser um de nós?...
            Eles parecem não se dar conta do que se tornaram; vagam pelas redondezas numa eterna vigília, buscando matar aqueles que não são como eles. E, enquanto procuram, eles resmungam, sussurram e cantam com suas vozes horrendamente distorcidas...

            E você, na pele de um dos poucos que ainda são humanos, tentando desesperadamente não ser morto. Não se tornar um deles...

            E tudo isso de que acabei de falar é executado num gameplay genial. Nada de armas abundantes ou itens de cura; aqui a vulnerabilidade humana é retratada com realismo. A possibilidade de se ter o pescoço perfurado por uma pá de jardinagem e cair agonizando vai te fazer pensar mil vezes antes de dar um passo sequer. É necessário muita cautela e raciocínio para avançar no jogo.

            Ah... Poucas coisas se comparam à sensação que se sente quando você está escondido num canto qualquer e um Shibito passa vagarosamente e começa a entoar o que parece ser um cântico religioso com uma voz demoníaca e um olhar perdido... É de gelar o sangue!

Ela não soube se esconder...
            Só que infelizmente nem tudo são flores, pois alguns problemas são gritantes neste game.

            O tal realismo, por exemplo, torna o jogo muitíssimo difícil, o que por si só nem é um problema. Contudo, em algumas fases, a presença de atiradores com visão telescópica, audição biônica e mira infalível fazem com que qualquer deslize de sua parte, qualquer passo em falso, qualquer xixizinho fora do penico resulte num – BANG! – headshot... E num game over.

            E, meus caros, como isso pode ser irritante quando acontece sucessivamente (e acredite, vai acontecer) fazendo com que você recomece a fase do início, tendo que pegar itens e documentos de novo, de novo e de novo... Seu sangue irá ferver nas veias e o controle derreterá em suas mãos!

            Outra coisa incômoda são alguns objetivos secundários (que, em si, são uma boa idéia) os quais não fazem o menor sentido e para decifrá-los só mesmo com um detonado ou clarividência...

            É... Mas o pior problema de Siren é sua história, ou melhor, o final dela. No início o jogo te passa que tudo aquilo é fruto de um ritual realizado para cumprir uma profecia religiosa. Aí eu pensei: “Vai ser como em Silent Hill, você pensa que tudo é macumba e abracadabra, só que aí você vai descobrindo que é algo muito mais inteligente!”. Só que não, no fim é tudo só macumba e abracadabra mesmo... Com direito a artefatos divinos de combate ao mal e etc. Decepcionante.

            Para concluir: as qualidades deste game falam mais alto que seus defeitos e ele acaba por ser um excelente game de terror. Se existe alguma série que se aproxima de Silent Hill (os bons, já disse!), essa série é Siren.

            E talvez Fatal Frame, mas isso ainda hei de averiguar!


Summon Night – Swordcraft Story (ou “Faça Você Mesmo sua Arma e Bata em Todo Mundo”)


            Não sei por que razão, mas o Game Boy Advance é repleto de jogos bem criativos que fazem bem mais do que se espera deles. Por exemplo, o que se espera de um JRPG? Um enredo envolvente, personagens carismáticos e um gameplay divertido que nos mantenha presos por horas a fio.

            Pois bem, Summon Night tem tudo isso, mas como eu disse, ele vai bem além do que se esperaria dele. Aqui você é um (ou uma, você escolhe) Craft Knight, uma espécie de guerreiro-ferreiro, ou seja, você cria suas próprias armas e as utiliza em batalha contra monstros ou em um torneio contra seus rivais. Não há como comprar ou ganhar armas aqui, você tem de criar todas a partir de receitas que podem ser adquiridas no decorrer da história ou derrotando certos inimigos. Claro, você também precisa coletar materiais para fazê-las, desbravando masmorras e enfrentando oponentes.

            A fim de dar conta dos desafios que vão surgindo você tem de estar sempre em busca de novas receitas e materiais para criar armas cada vez mais fortes, sejam elas lanças, machados, soqueiras, entre outras.

            A progressão do game é muito inteligente. Veja:

            Para ocupar a vaga que pertencia a seu falecido pai entre os líderes da cidade você deve derrotar, em um torneio, uma série de rivais que almejam a mesma vaga. Porém, as lutas acontecem de tempos em tempos e, entre esses períodos, você explora o subterrâneo da cidade em busca de materiais para fazer armas mais fortes para vencer seus oponentes na arena. E assim o game progride: a cada oponente derrotado na competição novas receitas são disponibilizadas, novos andares na masmorra são liberados e mais um pouco da história é contado, revelando aos poucos a verdade sobre a guerra que ocorreu no passado, o misterioso sacrifício de seu pai e o segredo que se esconde no final da masmorra subterrânea.

            É bom deixar claro: o jogo não se resume só a isso até o fim; você também visita outras cidades e masmorras de tempos em tempos, conhecendo novos personagens que contribuirão para o andamento do enredo.

O protagonista pode ser homem ou mulher.
            Um enredo que é surpreendentemente bom com um excelente ritmo e personagens. Tanto aliados quanto inimigos são bem interessantes e carismáticos.

            E já que mencionei os personagens devo citar alguns diálogos opcionais que podem ser feitos após a conclusão de cada evento importante. Você escolhe qual NPC quer encontrar e um diálogo acontece, revelando mais detalhes sobre a história dele. As possibilidades são inúmeras e por isso desconfio que haja possibilidade de mudar, mesmo que um pouco, a história durante o jogo. Não posso garantir, já que só terminei o jogo uma vez...

            O sistema de batalha é muito divertido, lembrando os primeiros jogos da série Tales Of, só que mais simples e mais rápido. É fácil perder a noção do tempo enquanto as batalhas aleatórias vão sendo travadas uma após a outra, de tão divertidas que são.

"Tales Of" encontra "Atelier"
            A combinação do sistema de criação de armas, o desenvolvimento do enredo e dos personagens e o sistema de batalha tornam esse game algo que prende totalmente a atenção do jogador, não deixando que ele desgrude a cara da tela.

            Quando estiver em busca de um RPG bem diferente e divertido, dê uma chance a Summon Night. Você não vai querer parar até terminá-lo!


Kirby & The Amazing Mirror (mas pode chamar de Kirbyvania...)

            Já faz décadas que essa bolinha de chiclete mastigado nos encanta com seus jogos simples e viciantes. Simples, mas nunca desgastados pela mesmice, pois cada jogo tem um charme particular, um detalhe de gameplay que o torna único. Os jogos do Kirby sempre dão um passo adiante.

            E que passo foi dado neste título de Gameboy Advance! Utilizar elementos de exploração com mapas abertos como em Metroid ou Castlevania ao invés do formato comum de fases lineares é uma ótima idéia.  Isso aliado ao já consagrado gameplay da série, onde você copia os poderes dos inimigos, torna o jogo um dos mais divertidos do personagem, já que você deve utilizar os tais poderes para acessar áreas secretas e encontrar itens escondidos.

            Os ditos itens podem ser o mapa da área em que você está, um pacote de músicas do jogo para serem ouvidas no menu, corações para aumentar a vida de Kirby ou até mesmo cores extras para o personagem.

Aqui existem poderes exclusivos como a espada de Metaknight!
            Sim, é possível mudar a cor do herói! Pode parecer redundante quando eu falo, mas basta você encontrar uma latinha de spray colorido num baú secreto e borrifar no bichinho deixando ele roxo ou laranja para que seus olhos cresçam e brilhem como os de uma menininha de mangá. Aí meu caro, só mesmo tratamento de choque elétrico para te fazer largar o jogo. Os psiquiatras chamam esse mal de “efeito Nintendo”...

            Os gráficos são belíssimos, mostrando todo o potencial do GBA, com ótima animação e efeitos. As músicas também, como sempre, foram feitas como muito cuidado e transmitem a atmosfera divertida e descompromissada que o jogo pede.

            Tudo isso somado a um agradável nível de desafio vão garantir muitas horas de diversão, principalmente se você é daqueles que gostam de fazer 100% do jogo, completando todos os mapas e achando todos os itens. Sem falar nos minigames que, como em outros jogos da série, dão um show à parte.

            É isso aí. Mais um entre tantos jogos excelentes em sua simplicidade, capaz de agradar a qualquer um que se proponha a dar uma chance a ele. Aliás, essa é uma das especialidades da Nintendo: criar games despretensiosos e divertidos que vêm mantendo vivos seus adorados personagens desde a era 8 bit, enquanto séries e personagens nascem e morrem aos montes por aí.

            É para quem pode, viu?
  
Terrordrome - A Maior Batalha do Cinema em um Game de Luta

            Eis aqui um sonho dos amantes do terror que, eu imagino, dificilmente seria realizado oficialmente devido a questões de direitos autorais e coisas do tipo. E estaríamos condenados a amargar esse sonho impossível por toda a vida... Não fosse a galera genial do Huracan Studio.

            Que sonho é esse, você pergunta? Eu lhe digo: reunir em um combate infernal e sangrento os mais célebres personagens da indústria do cinema de horror americano!

            Lembra-se do divertido filme Freddy vs Jason, que põe para brigar Freddy Krueger de Hora do Pesadelo e Jason Voorhees de Sexta Feira 13? Pois junte à receita Chucky de “Brinquedo Assassino”, Michael Myers de “Halloween”, Ghostface de “Pânico” e muitos outros estripadores das telas de cinema e o resultado desta sinistra mistura é Terrordrome.

Tela de seleção de lutadores. Elenco sinistro!
            Terrordrome é um game de luta independente e gratuito para PC bem legal com um ótimo gameplay e gráficos muito, mas muito bem feitos. Os cenários são impecáveis e totalmente fiéis aos filmes de onde vieram e os sprites dos personagens estão idênticos aos originais e muito bem animados.

            As animações dos lutadores nos brindam com uma atenção aos detalhes que só pode ser o resultado de muita paixão pelo que se faz. Os golpes, especiais e comemorações fazem referência a seus filmes. Se você é fã de algum deles vai reconhecer no ato!

            Outra coisa caprichada neste game são os sons e músicas. As vozes e falas dos personagens vêm direto dos filmes, muito bem “recortadas” e “encaixadas” no jogo. As músicas seguem o mesmo padrão, logo são pontos fortes. Digo isso, pois os filmes de horror de antigamente tinham excelentes trilhas sonoras e usá-las aqui era inevitável.

            Em especial a canção tema do filme “Halloween”, que é inesquecível.

Freddy vs Michael. Os melhores se enfrentam!
            Agora vem a melhor parte: a história. É isso mesmo, eles deram atenção a esse detalhe tão pouco explorado nos jogos de luta. Os personagens têm prólogos e finais, misturando os diferentes universos de um jeito interessante e, na maioria dos casos, muito criativo.

            Algo que teria deixado o resultado ainda melhor seriam alguns modos extras, mas não dá para cobrar isso de um jogo independente feito no Fighter Maker em uma época na qual ainda não se ganhava dinheiro com isso. Os caras fizeram tudo por simplesmente adorar os personagens, sem ganhar nada.

            Terrordrome é um daqueles jogos feitos com o coração, assim como Streets of Rage Remake, e apesar de alguns ocasionais problemas e bugs o jogo ainda se ergue como um grande exemplo de esmero e dedicação.

            Vocês já sabem disso, mas não custa lembrar: Certas desenvolvedoras de hoje em dia têm muito aprender com esse pessoal...



Castlevania Curse of Darkness (Pela última vez! Não é Lament of Innocence!)
 

            “No passado houve uma guerra entre Drácula e a humanidade. Após muitas vidas perdidas, um herói do clã Belmont, junto com seus valorosos parceiros, desafiou o Rei Demoníaco. Enfim, eles venceram o Senhor das Trevas, mas não sem um preço: uma maldição recaiu sobre os humanos, espalhando miséria e violência por toda a Transilvânia.”

            Esse é o cenário de Castlevania Curse of Darkness, um excelente jogo de ação em 3D, mas que carrega uma terrível maldição. Não falo da citada no primeiro parágrafo, mas de uma muito pior: A Maldição da Rejeição Infundada...

            Tam-dam-dam!

            Dizem que a origem desse diabólico sortilégio vem de um antepassado pouco refinado e cansativo: Castlevania Lament of Innocence, que teria deixado um sabor amargo nas bocas dos ávidos fãs da série. Esse amargor teria ceifado a disposição dos jogadores de experimentar Curse of Darkness com um mínimo de boa vontade e entender sua complexidade e refinamento, impelindo-os a rechaçá-lo de imediato.

            Oh! Quão injustos sois vós!

            Só mesmo aqueles bravos e de coração forte, que não são tocados pelas trevas da opinião alheia, conseguirão enxergar o verdadeiro valor deste título tão ignorado. Sigam-me e constatem por si mesmos:

            Todo título da série Castlevania é portador de um ou mais aspectos de gameplay que o tornam único, mesmo que o espírito se mantenha em todos eles. E em Curse of Darkness isso não é diferente. Eu diria mais, aqui o gameplay está entre os mais interessantes da série!

            Os focos principais aqui são os Innocent Devils (familiares ou pets, sabe?) e o sistema de criação de armas e equipamentos, que tornam o gameplay muito envolvente, fazendo deste um game bem menos cansativo do que um jogo de ação em 3D normalmente é.

            Quanto aos equipamentos, quase nada pode ser comprado ou encontrado. É preciso criá-los a partir de materiais deixados por inimigos, roubados deles ou achados em locais secretos. E a variedade é enorme, indo de espadas e machados até lanças e soqueiras. Temos até armas exóticas como o bumerangue, shurikens e até mesmo uma guitarra (!?). Isso sem falar nas armaduras e elmos.

            O legal é que, ao criar um equipamento, poderemos uni-lo a um novo material para criar um outro equipamento ainda melhor. Isso contribui muito à vida útil do game.

Vivi fazendo ponta em Castlevania? Tá difícil pra todo mundo...

            Vejamos agora os IDs (Innocent Devils, lembra?), que são os pets do jogo. Eles existem em seis tipos básicos diferentes, sendo que um é secreto. Entre eles temos fadas, golens, diabinhos, etc. O primeiro exemplar de cada categoria é fornecido automaticamente no decorrer do jogo (menos o tal secreto) e, a partir dele, pode-se evoluir para diversas formas diferentes.

            Agora vem o toque de mestre: o que faz com que eles evoluam de forma diferente é o tipo de arma que você usa enquanto o ID está ativo. Isso porque os inimigos deixam cristais de evolução cujas cores variam de acordo com o tipo de arma equipado. Por exemplo, sua fada evoluirá para uma forma “x” caso absorva certo número de cristais vermelhos (espadas) ou para uma forma “y” absorvendo cristais azuis (machados ou maças).

            E não pára por aí. Os IDs influenciam na exploração, pois certas áreas secretas só podem ser acessadas usando habilidades especificas de alguns deles. Viram como um elemento depende de outro? Isso é finesse, meus caros.

            Quanto ao combate em si, ele é bastante divertido mesmo sem ser muito complexo. As armas possibilitam vários combos diferentes, mais curtos ou mais longos, dependendo da sua vontade e da arma usada. Esses combos têm funções estratégicas para se derrotar os diversos oponentes do game e podem ser combinados com os ataques de alguns IDs. Sim, você pode desencadear combos junto com seus pets e isso é bem divertido!
Bater em esqueletos. Clássico!

             Por fim, falarei do que resta: os gráficos são agradáveis, embora os cenários pudessem ser mais impressionantes, vindo da Konami; as músicas são de Michiru Yamane e, embora não sejam tão inspiradas como as de Symphony of the Night ou Order of Ecclesia, o farão soltar o controle só para ouvi-las com mais atenção.

            Hã? História? Ah, bem... Ela é digna dos outros títulos da série, ou seja, totalmente insignificante... Mas quem liga para enredo em Castlevania merece uma surra de Vampire Killer!

            Pois bem, creio que está claro o quanto esse jogo é competente e bem feito. Logo, não perca tempo, pois já está na hora de encarnar mais um herói cristão andrógino e derrotar o mal recorrente que é Conde Drácula. Avante!
       

Soul Blade - A Série Soul Calibur Já Começou Afiada!



            Certas séries começam de baixo, timidamente e, apresentando boas idéias, vão crescendo e se tornando enormes sucessos. Não é o caso da série de luta Soul Calibur, pois seu primeiro título, Soul Blade (ou Soul Edge), começou bem de cima.

            O capricho e a finesse com que o game nos brinda o coloca facilmente entre os mais impressionantes e bem feitos do PS1, ao lado de Silent Hill, Metal Gear Solid e Legend of Mana. E isso não é para todo mundo.

            Os gráficos eram simples, mas muito agradáveis. Os backgrounds não impressionavam tanto (mas nenhum game de luta 3D do PS1 era diferente nesse ponto), já os modelos dos personagens eram muito bem feitos e bem movimentados.

            A sua jogabilidade era menos fluida do a de seus sucessores, mas não dava a impressão de que era pior, apenas diferente, mais tensa. “Tensa”, por que cada golpe bem usado podia causar grandes danos ou mandar o oponente fora da arena; sem mencionar os combos que podiam ser letais! Isso tornava as lutas bem táticas e cerebrais.

            Os modos de jogo são muito variados: temos o clássico modo arcade com finais muito bem feitos; os modos Time Attack, Survival e Team Battle; e o modo história “Edge Master” onde acompanhamos passo a passo a trajetória do personagem até a memorável conclusão.

Mitsurugi vs Seong Mina!

            Já as músicas eram um show à parte.

            O jogo contava com três trilhas sonoras diferentes: a já belíssima trilha original do arcade, uma versão remixada para o PS1 e uma terceira, “Khan Super Session”, que é a atração principal. Essa última era feita só de músicas inéditas que fogem do tom épico das anteriores, ousando com músicas que vão do rock ao eletrônico, passando por vários estilos.

            Destaque para a música de abertura “The Edge ogf the Soul”. Fantástica!

            Já a história era o ponto forte deste tesouro. Era incrível como um jogo de luta podia ter um enredo tão bom! Aguns de seus personagens possuem backgrounds que fariam inveja a muitos RPGs, acreditem.

            E ainda tem gente que diz que jogos de luta não podem ter histórias boas. Pobres diabos...

            Bem, é como eu disse: a série Soul Calibur começou de cima, foi subindo mais a cada novo jogo e alcançou o céu com Soul Calibur 3. Foi então que começou a cair vertiginosamente lá de cima...

            Soul Calibur 4 e 5... Por que, Namco. Por quê?

             
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Bom, se você leu até aqui meus parabé... ops, muito obrigado. Afinal de contas, foi uma bela e longa leitura. Certo?

É isso aí!  Mais um ano se foi e nós desperdiçamos nossas vidas com esse vício. Acho bom começarmos a refletir sobre o que é realmente importante na vida, deixar a infância de lado e entrar na idade adulta.

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Nãããão! Vamos continuar jogando até morrer com um controle na mão!

Até mais!
           

 
           
           

           
 

2 comentários:

Anônimo disse...

Vim aqui pra sugerir um novo tópico, que seria sobre uma critica sobre a franquia Kingdom Hearts.

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

eu diria que o Lamment of Innoncence é ruim, mediano para se dizer o minimo. o Curse of Darkness é como seria um SOTN em 3D

"Soul Calibur 4 e 5... Por que, Namco. Por quê?"

simples, porque eles acharam que transformar a franquia num "Dead or Alive" com espada fosse vender mais. nem colocaram alguma história, só para jogar online mesmo. por mim, se for para apanhar online, melhor jogar SF4 ou algum Tekken Tag da vida.

e gosto muito dos jogos do Kirby, é um dos poucos personagens da Nintendo que tenho alguma preferência. o segundo seria o Bowser