9 de fevereiro de 2015

Castelinho da Vânia - Senhor das Sombrinhas 2


Ok, vamos por partes. Se você acompanha esse blog, provavelmente viu riu desse post.

Graças à pirataria, eu tive acesso à alguns jogos dos quais não tinha e ainda não tenho coragem de pagar caro.

Assim foi com o Lords of Shadow, pra quem não sabe, eu ia comprar, mas um amigo me impediu chegando ao extremo de tomar de mim meu cartão de crédito alegando que não me deixaria comprar essa bosta, o tempo passou, eu joguei e hoje em dia agradeço por ter poupado meu suado dinheiro com essa abominação.

Valeu Phillipe, beijo do gordo!

Depois de um tempo, assim zerado o LoS1, eu ia na internet e sempre diziam:

"Nossa, se odiou o 1, você vai odiar o 2 ainda mais."

Confesso, eu fiquei meio... Impressionado. Podia o 2 ser tão pior que o 1 assim? Aí eu vi alguns vídeos e de cara notei que os monstros sofriam impacto, ao contrário do 1, a câmera livre parecia melhor que a fixa do primeiro e as coisas começaram a se confrontar.

Basicamente igualzinho com DmC, que é um jogo mediano mas os fãs tem uma birra além da conta com ele e até dizem que o DMC2 é melhor que ele. E isso não é muito possível.

Com Lords of Shadow 2 é a mesma coisa. O 1 é tão ruim, que nada que eu via do 2 me fazia acreditar nisso. Então após terminar Metal Gear Solid 3, eu decidi jogar Lords of Shadow 2 e ver de vez o que é que tava de tão errado com o game, afinal as notas eram menores que do 1 tanto pelos fãs quanto pela crítica.

O motivo principal era o stealth do jogo. Alegando que ele era uma merda que estragava toda a experiência. Ao menos foi o motivo que eu vi com maior frequência. Então... Ok, vamos ver o que temos nesse jogo.

Iniciando com a parte que me faz vomitar sangue:


Deu pra rir? Isso é cena do jogo, vá se acostumando.

Começando com uma "história" absurdamente medíocre, e que se leva MUITO a sério. Falando francamente, Castlevania nunca se levava a sério, eram poucos os diálogos e dava pra ver honestidade nos jogos que se focavam em mecânicas, fator replay e músicas com o poder de te fazer cantar os "nã na nã" junto com elas. Apesar de se levar menos a sério que o primeiro Lords of Shadow, o 2 rermete à mesma coisa. É extremamente genérico e previsível.

Drácula está preso ao castelo, quer se libertar, é contado que durante todos os anos de intervalo do 1 pro 2, ele foi confrontado por seu filho Trevor, que morreu em suas mãos e Gabriel Kratos Drácula Belmont tentou salvá-lo desse destino de morte por ser seu filho. Achando que tudo tinha dado errado, mas na verdade deu certo e Trevor agora tinha poderes vampirescos, um cabelo branco, pele pálida e roupa preta.

Com todo esse poder, ele decidiu que mudaria seu nome pra Alucard, aquele que representa o oposto ao seu pai (por isso o nome é Drácula invertido) e que ele seria a bonança pro mundo que combate tudo que há de maligno.

Sim... ISSO é o Alucard.

Depois que eu parei de rir dessa parte, eles me vem com outra ainda mais engraçada. Alegando que o filho de Gabriel era um filho que a esposa dele (morta por ele) mantinha em segredo, e nem contam como isso acontece direito mas quem se importa? Depois de tudo isso, a mulher do Trevor, também tinha um filho em segredo que é Simon.

Mas o Gabriel Drácula Kratos Belmont tava putão bolado das linguiça e queimou várias vilas inteiras. Dentre elas estava a mãe de Simon, e com o pai mortos (na verdade morreu enquanto tava vivo e agora que ele vive porém morto como vampiro... ok) e a mãe batendo as botas, ele foi acolhido e treinado por um povo tribal que ninguém se importa com o nome, porque no final de tudo ele bate com chicote de novo.

Assim, o tempo passou e pai e filho se unem contra seu avô. Eles montaram uma dupla sertaneja chamada "Filhos Ocultos" e desceram a lenha no avô malvadinho.

Usando seus poderes de dupla sertaneja, eles conseguiram distrair o mais novo e sem graça Drácula e com isso Alucard deu um Full Nelson nele, e Simon enfiou-lhe uma estaca.

Como assim, você NÃO SABE o que é um Full Nelson? Vá googlear seu mandrião e depois volte pra leitura.

Agora que você sabe o que é um Full Nelson e o pouco enredo do Mirror of Fate, que é o interlúdio entre o 1 e 2. Ou seja, se começou o 2 você tomou todos os spoilers da "história" do MoF.

Devidamente explicado e spoilado, vamos prosseguir.

O tempo passou e o CAPETA QUER VOLTAR depois da sua derrota pro Drácula, ele teme que seria vencido por Gabriel de novo. Mas pensa comigo, o Capiroto desse jogo é um fracassado. Ele como entidade maligna DO MAU perdeu pra um cara normal que mesmo transformado em vampiro perdeu pra um meio vampiro e um humano normal.

Que capeta fracote... Enfim, ele quer voltar, anos depois da sua queda e mesmo com data marcada, Zobek descobre de algum modo e avisa Drácul, o dragão. Como assim se intitula.

Na verdade ele é um fracote bem bombado, olha isso:



Alguém tomou muito whey e comeu muita batata doce enquanto ficava esses mil anos no inferno puxando supino. Pra continuar sendo um fracote, mesmo que em outro contexto.

Só faltou algo como:


E assim o "enredo" do jogo prossegue em ritmos tão bobos que me fizeram gargalhar à ponto de quase ter um AVC. O bom do "enredo" desse jogo, que apesar de a beira do medíocre, ele não tenta te fazer acreditar à todo custo que é um Castlevania, exceto pelos nomes dos personagens e referências meia boca em quase todos os casos. Mas a verdade é que LoS2 é uma proposta inteiramente nova e mesmo medíocre, dessa vez me fez rir ao invés de me fazer dormir como no primeiro jogo.

Por que ninguém merece um guerreiro de deus se levando a sério igual no primeiro jogo. Ninguém mesmo.

Mas LoS2 tem suas peculiaridades como por exemplo os pseudo-dramasos diálogos MUITO bobos como:

"Eu sempre serei uma pedra no sapato de Deus"

Caralho, como eu ri. Eu ri tanto que não acreditei que tava lendo isso. Sem falar na patética morte do Victor Belmont, que é o sacrifício mais inútil que eu já vi num videogame. Ou um dos mais pelo menos. Mas ao menos não querem me forçar a acreditar que é um "Castlevania clássico reformulado".

Agora, você provavelmente não entendeu quando eu disse "forçar à acreditar" né?

No 1, tínhamos o que? Um personagem humano comum, de chicotinho, que estava em uma época feudal ou que se parece como uma, sei lá, com as mesmas situações que um Belmont dos jogos antigos estaria, porém com gameplay meia boca e tantos outros problemas que já citei no post que deixei link no começo da postagem.

No 2 não, temos uma proposta inteiramente nova, mecânicas novas, e uma tentativa absurdamente nova de te dar algo novo, uma vez que é um reboot, deveriam ter feito isso desde o começo. Vou falar francamente, copiar mal copiado igual no primeiro jogo é vergonhoso. O segundo ao menos tenta de certa forma criar algo, te apresentando uma ideia nova sem te forçar a barra pra acreditar que aquilo é de fato um Castlevania clássico reformulado.


Apesar das partes do Castelo meio forçadas mas você pode relevar como eu, afinal, são bem poucas.

Então, vamos à melhor parte de um Castlevania. As mecânicas.

Isso não inclui Lords of Shadow 1 ou Simon's Quest. Ok?

Aqui, logo no começo do jogo eles corrigiram dois dos maiores problemas. O primeiro, os monstros sofrem impacto. UAU! Colocaram o básico de todo hack'n'slash no game, e pode até parecer zuação mas em vista do primeiro, eu fiquei foi surpreso. O segundo é o fato de não haver repetição visual, no 1 era um chicote com e a variação eram duas cores. Num jogo chato... Aí fode né. Mas no 2 não, agora Drácul usa chicote de sangue (ui), a Void Sword e a Flame of Chaos, a espada do vazio tem a mesma função da magia Holy do 1, ou seja, sugar energia, e a Flame of Chaos tem a mesma da magia Shadow, ou seja, aumentar o dano.

Porém, contudo, todavia... Essas armas ganharam muito mais utilidade, a espada congela partes com água pra serem escaladas, as chamas agora projetam energia pra quebrar pequenos obstáculos dentro das fases e isso é tudo associado ao gameplay no desenrolar do jogo de forma geral. Vai ter muito o que ser feito nesse ponto. O  que atrapalha de leve é a falta de intuitividade no level design do jogo.

Também deixaram a câmera livre e ela não te deixa sem visão do ambiente, o fato de ser livre melhora, mas os ângulos que mostram são MUITO melhores e agora ao menos não atrapalham, exceto por um ou dois momentos, a câmera se ajuda de forma decente nos momentos certos, aproximando ou distanciando o ângulo do combate sem exageros. 


As escaladas no 1 eram quase inúteis, e mal fingiam quebrar o ritmo da progressão mas não, era só uma chatice mascarando tal linearidade. No 2 eles tentaram mais, botaram um cenário aberto ao invés de uma linha reta e pra ter acesso tem de fazer várias coisas e isso inclui escalar, mas como eu citei acima tem mais coisas, como uso das armas, virar névoa, escaladas e etc. Nesse ponto, houve um esforço muito maior. E eu acho válido porque funciona. Mas a falta de intuitividade no level design é triste de chata em alguns pontos.

Vale citar que o 2 também é linear, porém num cenário aberto onde vamos abrindo algumas partes aos poucos. Mas eu prefiro uma linearidade assim do que só andar pra frente como Final Fantasy XIII ou o primeiro Lords of Shadow.

E removeram os "puzzles" do jogo. No 1 era ofensivo como você mal arrastava um pilar e ganhava um PUZZLE SOLVED na sua cara. Porra, vai pra merda né? No 2 trocaram tudo isso por coisas como as que eu citei acima. E isso melhorou 100% na progressão, além do cenário aberto que permite maior "exploração".

Também tiraram as partes de montaria. Porque como eu disse no post anterior - ninguém liga pra isso, é só chato. Não tem a menor graça ou qualquer destaque. Era só mais uma forma de mascarar a linearidade e o progresso morno do jogo.

Mas ao menos voltaram com o backtracking dos metroidvania. Ou seja, você vai num lugar, acessa ele mas vai ter parte X ou Y que não pode ser acessada, mas não são fases em linha reta como no lixo do primeiro Lords of Shadow e sim um mapa aberto do qual você pode ir e voltar por sua livre e espontânea vontade. Não vai ter uma seta apontando e sim um mapa, mostrando onde e o que deve ser feito. Pode parecer estranho mas acreditem em mim, é muito melhor assim. Eu prefiro me perder num lugar aberto do que me entediar numa linha reta. Poucos os jogos lineares tem o poder de prender o jogador de vez, porque pro jogo linear ser bom, ele tem que ter muito destaque e fazer uso de tudo que pode a seu favor pra tudo aquilo não cansar.


Acreditem, é bem mais divertido agora, principalmente levando em conta o quanto o combate melhorou. E agora sem excessivos Quick Time Events.

Basicamente, o que antes era uma cópia mal feita de God of War, agora é um filho recém nascido e bastardo de Devil May Cry. Bom, pode não parecer, mas os inimigos melhoraram muito na hora de serem combatidos, eles não mais tem 1 ou 2 ataques e ficam levando porrada sem você saber se pode ou não ser atingido no meio do combo de graça, agora eles tem vários ataques e normalmente tem 1 ou 2 indefensáveis. Mas ao usá-los, eles "piscam" de vermelho, te avisando que aquele golpe não pode ser defendido, os outros golpes podem ser facilmente cortados dando golpes muito fortes ou batendo com muita intensidade quebrando a defesa deles.

Tá vendo? Agora o sistema é um Devil May Cry simplificado, qualquer coisa que tenha um combate de DMC é no mínimo aceitável. E isso é refletido ainda mais nas batalhas com os chefes. Eles não são o "bate e esquiva" do 1, muito pelo contrário, as batalhas tem muito a serem feito dentro delas. Existem batalhas padrão? Sim. Mas a maioria é muito boa, como por exemplo a luta contra Carmilla ou Gorgon Sisters.

Essas batalhas não são somente "bater" como eu disse, tem de escalar, quebrar algo, quebrar o mero ritmo comum e se adentrar dentro das mecânicas, e com isso as batalhas ganharam um novo nível de diversão. Mesmo as padrões por conta da mecânica ter melhorado, acaba por serem muito mais gratificantes e proveitosas.

Com isso tudo, o desafio do jogo poderia ser pouco maior mas acaba por ser menor, e é muito mais fácil que o primeiro jogo. Mas vamos falar a verdade, melhor um jogo fácil pelos motivos certos do que difícil pelos motivos errados.

Eu não sou Dante mas te jogo pra cima e te desço o combo

Por exemplo, agora não há tantos QTE como no anterior, ainda bem! Antes era QTE até pra peidar, no 2 além de ter no mínimo 70% a menos e você ainda pode desligar os mais chatos como os de sugar sangue dos inimigos ou mesmo pra abrir portas. E melhor ainda, você pode desligar os que eu acabei de citar diminuindo no mínimo uns 85%. Mesmo as batalhas com chefes, quando você venceu a luta a cena final na grande maioria dos casos não é mais baseada num Quick Time Event. Felizmente!!! Alguém fez mesmo o dever de casa. Eles souberam separar a parte de jogar com a parte de assistir e não é mais aquela chatice do primeiro jogo onde cada respirada do Gabriel necessitava de um QTE.

Outras reclamações vieram até mim, uma delas é a parte de virar rato. Olha, não sei se sabem, mas na mitologia Drácula vira animais de várias formas, e não somente morcegos, e essas partes de ratinho funciona legal, é até divertido por quebrar o ritmo da matança no game. Apesar de que agora sair matando geral dá gosto, porque funciona.

Mas apesar de tirarem as partes de montaria eles colocaram algo ainda pior. A única reclamação que eu tenho forte mesmo é da parte do Stealth. Sério, não é colocar isso que me incomoda. O que eu achei chato é o seguinte, você tem de passar sem ser visto. Certo? Mas só existe UM MEIO de fazer isso. Somente UM MEIO! E esse meio é totalmente específico. Como possuir um corpo ou distrair o soldado com morcegos e passar naquela parte específica. Mas o problema é que não existe variedade. Você não pode alternar pra um outro método. Somente AQUELE método DAQUELA situação funciona e não existe nada desse mundo que te permita usar uma outra alternativa mesmo que ela seja mil vezes mais difícil e mesmo que funcione em teoria. Ou seja, é chato e pra caralho!

Mas são poucas essas partes, e tem até algumas funcionais. No primeiro embate contra a Carmilla, pouco antes do pau quebrar tem uma parte de stealth com ação e que funciona muito bem e tem uma do trem que é meia boca mas não chega a ser monótona como as partes "cruas" de stealth do game. Então, isso é de fato um ponto bem negativo.

Possuir monstros pra passar algumas partes... Não é uma ideia ruim mas é chaaaaaaaaaato...

E a trilha sonora continua da mesma forma, não é ruim, mas não é marcante, apenas genérica e encaixaria melhor num filme de tom épico. No 1 era sem graça e no 2 continua sem graça em boa parte do tempo, porém ao menos nas partes com mais pancadaria, não fica tocando uma música que remeta ao sono, pelo contrário, acaba sendo uma música totalmente padrão e não cansa porque você simplesmente vai ver que ela ta ali e não vai te afetar em nada.

É, Oscar Araujo, você não consegue acertar o ponto de Castlevania e as suas "novidades" definitivamente não me surpreendem. 

Conclusão: Lords of Shadow 2 é um jogo mediano, muitíssimo mais esforçado que o porco primeiro jogo, um plot twist risível no final à ponto de causar infarto por gargalhadas, e uma mecânica tão boa que nem parece ter sido feito pela mesma galera do primeiro jogo.

Se parar pra pensar, ele é exatamente como DmC em alguns pontos. Ou seja, se leva a sério demais sem espaço pra isso e tem pequenos defeitos que pesam na jogatina geral e que impedem de serem jogos melhores. Incrível como esses jogos são ridiculamente parecidos olhando por esse ângulo.

E digo mais, o primeiro Lords of Shadow era um button masher demoníaco (que irônico pra um jogo tão cristanóide) e boa parte do game a gente mais assistia do que jogava, então como o 2 melhorou isso, o povo criticou a parte do stealth como se fossem piores que todos os defeitos do 1.


Não, definitivamente não. O 1 é ruim e o 2 é mediano, minimamente esforçado mas só esforço não gera qualidade, aqui eles conseguiram ao menos transformar o que era um verdadeiro triturador de botões num jogo propriamente dito. Com exploração, bom combate num cenário open world. Que só peca por novamente levar a sério demais a história à pontos exorbitantemente engraçados, mesmo que não tão ridículos quanto o primeiro. Talvez uma proposta mais descompromissada seguindo esses mesmos passos corrigindo a falta de intuitividade no level design e removendo ou melhorando as partes de stealth permitam um futuro jogo promissor, porque muita coisa do 2 pode ser aproveitada, principalmente as batalhas com chefes.

Mas se teremos um próximo bom jogo, isso só o tempo dirá, afinal, anunciaram que vai sair um Lords of Shadow 3 pra next-gen.Mas ninguém sabe se vai sair ou não por conta de treta da Konami com a Mercury Steam.

E só pra constar, o final é TÃO ruim e tão retardado, que chega a ser bom de tão engraçado, incrível como algo tão pretensioso pode ser tão medonhamente cômico.

Aliás, fechando o post, o único easter egg decente é referente ao Curse of Darkness, vamos ver se você é capaz de desvendá-lo e me dizer com um sorriso na cara o quanto gostou.

8 comentários:

DevTam disse...

Esse jogo é muito foda, queria saber onde larguei.

Leandro" Leon Belmont" Alves the devil summoner disse...

esse jogo era para ser a continuação de Curse of Darkness, mas não foi...

Michael disse...

Na minha opinião,o MoF até que tem uma história competente,em relação ao resto da fraquia

DevTam disse...

O que caralhos é MoF?

Juninho! disse...

MoF = Mirror of Fate.

E Leandro, não faria muito sentido mas se fosse ou não desde que funcione pra mim ta ótimo, e esse jogo funciona bem até demais pra um jogo da MercurySteam. Pena que a história ainda se leva a sério demais mesmo sendo um amontoado de bobagens.

DevTam disse...

Eu sou japonês, meu pinto é maior que o de vocês.

Juninho! disse...

What the fuck you have a bigger dick D:

Alucard DevTam disse...

Plot twist