23 de junho de 2016

Metal Gear Solid: Peace Walker - A Mudança de Paradigma

Bem amigos da Mother Base, como estão?

Seguinte, eu bem poderia falar do Portable Ops, uma vez que falei dos 4 primeiros jogos numerados da franquia. Mas... Por que não?



Simples: eu não o terminei. Sequer tive saco pra isso.

Ele é ruim? Não! Ele é bom? Não. Ele é um jogo bom e um MGS ruim? Quase isso. Na verdade, só explicando com detalhes que vocês entenderiam o que senti jogando.

Acontece que apesar da boa narrativa, que nem foi escrita por Kojima, Portable Ops peca fortemente no quesito "jogo". Vocês já devem ter visto milhares e milhares de cidadãos que dizem que MGS é mais filme que jogo, Portable Ops é digamos o contrário, codecs sem dublagem, um bom enredo que segue a passos de tartaruga e um sistema nada prático de recrutar soldados entediam o jogo.

Isso sem contar na bendita obrigação de fazer side missions genéricas, chatas e com game design duvidoso.

Então, com essa recepção duvidosa, Portable Ops ficou no meio do caminho, sendo um dos jogos mais mornos da sua época, algum dia eu termino ele e falo dele com mais calma. Então, com isso, em 2010 foi lançado Peace Walker, um jogo com boa parte das ideias de Portable Ops, mas dessa vez dirigidas por Hideo Kojima, quem tanto amamos e respeitamos como um deus vivo.



A verdade é que Kojima como criador, idealizador e mente brilhante por trás de tudo, gosta das ideias de Portable Ops, e até o consideram canon pra franquia, então fez a sua sequência.

Aqui, em Portable Ops, são 10 anos após os eventos de Snake Eater, e 4 após os de Portable Ops. Snake construiu uma base chamada Militaries San Frontieres, chamada de MSF porque ninguém merece esse nome gigante.

A MSF era uma nação militar, parte das ideias mal interpretadas por Snake no último pedido de sua mentora The Boss. Ideias que ele insistiu até boa parte do fim de PW, quando finalmente entendeu  o que ela queria.  Essa nação, foi reconstruindo aos poucos e de repente recebem uma missão de Zardonov, um cara da KGB que pediu uma certa missão à Snake, e junto com ele levou Paz Ortega, Paz é uma agente da paz que carrega consigo um trocadlho de bosta com o nome dela e com o nome do jogo.


A recompensa era simples, uma base inteira. E recursos pra ela. Logo, com o passar do jogo vamos aprendendo a usar esses novos recursos entre eles o Fulton. Um balão (mágico) que colocamos nas costas de soldados parcialmente feridos ou com lindos efeitos de tranquilizante e bingo, eles saem voando em direção à Mother Base.

Se eles aceitam entrar? Claro que sim. Isso é um mero aspecto mecânico, não cobre lógica disso, do contrário, terá de cobrar de muitas outras coisas que deixam MGS uma franquia tão única. Então, cale-se.

Junto com soldados, ganhamos novas áreas na base, desenvolvimento, criação, medicinal, inteligência e etc. Tudo isso em prol de ganhar recursos, armas novas, melhorar as que já temos e etc. Uma puta ideia pra te manter preso jogando.

A história é boa, muito boa, mas é óbvio que deram uma "importância menor" pra ela em comparação aos outros, algo que só piora de vez em Phantom Pain, que já terminei e em breve falo dele. Mas não, ela não é ruim. Mas tem um ponto... Bem... Vejamos... Estúpido. Sim. Isso é a palavra chave.



Não acho aceitável o que fizeram com a The Boss no jogo, é forçado demais pra mim. Mas todo o resto é realmente muito bom. Agora, pra ser "menos filme" e mais jogo, MGS PW tem consigo uma ideia de dividir o jogo em missões, uma notável limitação de hardware do PSP, e que não impediu o jogo de ser assustadoramente lindo.

As missões principais e extra ops do jogo são incríveis (chupa Portable Ops) permitem um período bem grande de jogatina e diversão, exceto pelos controles do PSP que são hediondos em alguns pontos.

É normal mirar com R e atirar com quadrado, mas é horrível controlar o personagem com o disco analógico do PSP e virar a câmera com o D-Pad, e as batalhas com chefes são impiedosamente difíceis então exige um reflexo que raramente os controles colaboram a não ser que você seja fissurado por huntin' games do PSP como Monster Hunter.

Estranhamente fica mais tranquilo se souber pedir recursos (o que vai usar MUITO), depois de algumas horas de jogo e PRINCIPALMENTE quando se faz as extra ops e adquiri o necessário pra criar novas armas. Isso é bom e ruim, bom pra quem quer jogar e ruim pra quem sente a experiência da narrativa de MGS acima da mecânica. No meu caso, eu gosto dos dois e não tive problemas mas era um saco em alguns casos, mas foram casos raros. A curiosidade do enredo me fazia jogar e a mecânica era agradável apesar do lance da câmera, que frequentemente eu tinha que lembrar o quanto era difícil nos chefes.



Mas... Apesar de tudo, muita gente se incomodou com a obrigação de evoluir no jogo, pra pegar armas ou melhorar o esquadrão o suficiente pra fazer elas, mas eu achei simples. A cada missão eu pegava um certo número de soldados e enviava pelo Fulton, com isso eventualmente cheguei num ponto onde mais sobrava que faltava, e eu mesmo distribuindo pelo sistema automático do jogo, não foi o menor problema.

O maior problema do jogo nesse ponto ao meu ver é a idiotice que se é necessário pra ver o verdadeiro final do jogo. Ao zerar, ele não conclui "totalmente". Snake entende a mensagem da The Boss e o jogo continua (????).

Porém, há de ser feito várias coisas pra se ver a missão final e não dá pra falar sem spoiler, mas são coisas TÃO específicas e relativamente bobas pra enfrentar um robô pilotado por uma pessoa doida de biquini (não, não é uma piada, definitivamente [e infelizmente] não), que vai te fazer se perguntar se valeu à pena.

E o pior é que vale. O final real é bem legal. A batalha final é uma das melhores lutas do jogo e simplesmente vale o esforço, mas o jogo mal te orienta a fazer o que é necessário pra isso. Então existe uma "falta de direção".

Impressionante como tudo nesse jogo funciona bem pra um portátil até certo ponto e como a imersão dele é alta, isso inclui cenários, músicas, chefes (que são todos robôs) e etc; Peace Walker é de fato um MGS de portátil digno, que merecia uns ajustes.



E recebeu, na versão HD do jogo, adquirida somente se comprar o HD Collection e ainda vem com o 2 e 3 em HD remasterizado. Ou seja, os poucos problemas do jogo, foram totalmente arrumados.

Menos a parte da The Boss... Mas isso aí é algo imutável. Infelizmente.

Bom, acho que o próximo post de Metal Gear é sobre Phantom Pain, afinal, Ground Zeroes é a miséria manifestada em forma de jogo quando se trata de campanha apesar da vida útil dele não ser tão curta quanto insistem em dizer.

Porém, papo pra outro dia.

2 comentários:

Lucas Moratelli disse...

Juninho tem como me dar umas dicas sobre persona 2 ? Pois eu tenho medo de comprar o jogo é ser tão difícil ao nível de eu não conseguir avançar no jogo pois sou um jogador casual mais mesmo sendo casual vale a pena jogar e tem chance de eu me dar bem no jogo?

Juninho! disse...

Cara, tem chance sim, mas o jogo não é moleza não.

Vai ter que treinar muito, evoluir persona e tudo mais, ver qual é a melhor afinidade de cada persona com cada personagem e ter uma atenção maior que teria em jogos de JRPG normais por aí.

Eu recomendo se curte uma boa narrativa e sabe inglês bem fluído mesmo, porque sem isso vai perder a melhor parte. Tem muito tema polêmico e tals, compensa pra caralho.

Mas, repito, o jogo é bem complicado. Não tem uma dica exata, existem várias formas de jogar, o máximo que posso te recomendar é: Use Fusion Spells sempre que possível.